Sábado, 24 de Junho de 2017 |

Colunista


EducadaMente


Tatiani Roland



POR UMA EDUCAÇÃO MAIS ARTICULADA
Nessa semana tive contato com a tal proposta da SMED de formação continuada para os professores alfabetizadores. Um verdadeiro “mais do mesmo”. Daí eu continuo perguntando os porquês de Alvorada ter ficado sem as capacitações do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Ao menos eram formações semanais ou quinzenais, remuneradas, com recebimento de materiais didáticos sem custos para o município. Agora é apresentada uma proposta totalmente feita à parte dos alfabetizadores rejeitando os saberes que os mesmos já têm e nem levando em consideração as necessidades reais do grupo. Capacitações esparsas ao longo do ano, com assuntos já abordados e muito bem discutidos no Pacto, sem bolsa auxílio e ainda por cima sem a certificação de universidade federal. Poderíamos ter as duas propostas caminhando juntas se a organização tivesse sido mais efetiva por parte da mantenedora.

Na revista Gestão Escolar saiu a seguinte reportagem sobre esse assunto:

"As secretarias podem ajudar ou atrapalhar as escolas", constata Rosaura Soligo, coordenadora de projetos do Instituto Abaporu de Educação e Cultura, em São Paulo. Com a experiência de quem já atuou como consultora em diversos órgãos estaduais e municipais, a doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) afirma que problemas como a falta de planejamento por parte desses órgãos leva a políticas públicas desarticuladas entre si e desconectadas das reais necessidades dos educadores. Isso, claro, acaba respingando nas ações de capacitação. Afinal, como pensar em pautas e modalidades de estudo sem ter dados que embasem a tomada de decisões? Por isso, segundo Rosaura, é tão comum ver que a formação continuada oferecida pelas redes se resume a duas ou três palestras ao longo do ano ou cursos de 20 horas sobre temas que já foram tratados inúmeras vezes.

Outro aspecto preocupante, de acordo com a estudiosa, é a atuação solitária dos coordenadores pedagógicos, que, em muitos casos, não recebem apoio nem acompanhamento dos parceiros das secretarias. Ao chegar às escolas, algumas vezes sem que ele, ou a direção, tenha clareza da função a desempenhar, esse profissional precisa aprender na prática tudo o que a graduação não deu conta de ensinar, sem ter grupos ou pares com quem possa trocar experiências.

E para encerrar esse assunto já pensando num ano novo fica outra pergunta: Quantos encontros foram realizados para os supervisores e orientadores das escolas municipais desde o ano passado quando foi apresentada uma proposta? Duas? Pois bem, mais do que mostrar um texto deve-se pensar no contexto e na viabilidade do mesmo. Fica a dica!

Que todos tenham um Feliz Natal repleto de boas energias, paz na família, sonhos revigorados e boa vontade para fazer um mundo melhor e mais justo.

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