Sábado, 23 de Setembro de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Guirlanda
Estamos vendo por estes dias uma movimentação na Av. Getúlio Vargas, com operários cortando mato, varrendo a via e renovando parte da sinalização horizontal. A cidade agradece, embora não possa deixar de dizer que demorou. Já que não teremos a tradicional iluminação do Alvorecer de Natal, tenhamos pelo menos ruas limpas. Entretanto limpeza não é enfeite, não é como a coroa verde com fitas vermelhas que se pendura na porta antes do Natal. Deveria ser rotina. Em nossa casa também não deixamos para tirar o pó e varrer o chão só nos feriados, não é mesmo?
Se não ajuda, não atrapalhe
Está causando certa tensão a informação de que a prefeitura pretenderia derrubar o piquete do projeto PM Mirim, instalado na Praça Central, em frente ao 24º BPM. O local abriga uma iniciativa pioneira muito importante, que envolve educação, integração e formação cidadã de crianças e adolescentes de nossa cidade, com o suporte da Brigada Militar e o envolvimento direto de brigadianos locais, não raro doando tempo, talentos e recursos muito além de suas responsabilidades. Seria uma lástima se em mais esta oportunidade o executivo municipal demonstrasse insensibilidade a iniciativas alheias e criasse tamanho obstáculo a um projeto que, em vez de boicotes, deveria receber todo o tipo de reconhecimento e incentivo.
Não rolou
Alvorada perdeu o Hospital Regional, mas ganhou uma promessa. Apesar de o município ser governado pelo mesmo partido que ocupa o Palácio Piratini, e até o Planalto, e do otimismo que nos passaram em razão desse alinhamento, quem vai receber um hospital novo é Gravataí, do prefeito Marco Alba (PMDB). Alvorada ficou só com a promessa de ampliação do atual hospital, com mais 250 leitos, o mesmo que também foi prometido a Viamão e Cachoeirinha.
O que move você?
Esse foi o título da última grande campanha publicitária do Banrisul, veiculada em quase toda a mídia gaúcha desde o final do ano passado. Um gasto de milhões de reais, de um banco estatal que tem se orgulhado de obter sucessivos recordes de receita e lucro, para afirmar com pompa e requinte que está “evoluindo sempre com você”. Só que o dia-a-dia é meio diferente em boa parte das agências. A de Alvorada é um caso emblemático. É uma pouca-vergonha, para ser educado. Filas gigantescas e equipamentos de autoatendimento sem serviço, sem dinheiro ou sem papel são rotina, especialmente no início do mês. Em dois dias desta semana constatei que, dos doze caixas automáticos, somente TRÊS estavam habilitados para saques. Na área interna, um desumano aglomerado de clientes sendo atendidos por um punhado de funcionários. Já é um absurdo uma cidade com mais de 200 mil habitantes contar com apenas uma agência desse banco público. Some-se a isso tamanha ineficiência e venham me perguntar pessoalmente o que me move...
Frase
Do presidente José Mujica, do Uruguai:
“O dogmatismo é uma doença crônica da esquerda latino-americana. Acreditamos que somos possuidores de uma verdade absoluta. A esquerda tem a doença de sempre ser apaixonada pelos modelos em que acredita. Mas se penso que meu vizinho deve pensar como eu, estamos fritos.”
Mujica é um dos ícones da esquerda latino-americana. Entre seus méritos, não se deslumbrou com as tentações do poder, não é populista, não tem receio de adotar medidas impopulares só por causa de eleições e não teme a autocrítica.

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