Quinta-Feira, 21 de Setembro de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Acima das diferenças
O funeral de Nelson Mandela oportunizou cenas emblemáticas. Barack Obama e Raúl Castro cumprimentando-se e trocando gentilezas, multidões celebrando a vida e a importância da história de Mandela em vez de chorar sua partida e, por aqui, Dilma Lula, FHC, Collor e Sarney embarcando juntos para o velório no avião presidencial. Houve quem se espantasse com a cena, mas era o que o protocolo mandava. A atual e os ex-chefes de Estado que tiveram relações com a África do Sul e seu ex-presidente morto deveriam prestar-lhe essa última homenagem. Não era a ocasião para picuinhas políticas. Aliás, toda a humanidade estava, nesse momento, unida em torno do mesmo ícone, com o mesmo respeito e o mesmo pesar. Obama também esteve lado a lado com Bush e Clinton, assim como muitos outros governantes que foram ao Soccer City render sua reverência ao Tata Madiba, como carinhosamente os sul-africanos chamam o “vovô” nascido do clã dos Madiba. A reflexão que fica é sobre a necessidade de haver uma tragédia para provocar civilidade. Na viagem de Brasília a Johannesburg, bem como na volta, certamente houve muito tempo para longas conversas entre os cinco figurões, alguns deles com posições muito distantes entre si, e não tenho a menor dúvida de que o clima foi de absoluta cordialidade, respeito e cavalheirismo, o que falta em grande medida à política brasileira. Implicâncias e provocações entre situações e oposições, sempre motivadas pelas nojentas disputas de poder e apimentadas pelos enlameados embates eleitorais, bem que poderiam ceder lugar à convergência e à cooperação. Afinal, o Brasil ainda é uma grande tragédia em muitos aspectos, como a educação, a saúde, a segurança, a infraestrutura, a corrupção, a política, a segregação social... A lista é grande. Então, por que não aproveitar o exemplo da comoção em torno da morte de Mandela e começar a pensar o Brasil a partir de seu próprio caos? A esquerda sozinha não tem as soluções e as condições que precisamos e vem dando provas disso, a direita idem e outras forças também, mas todos têm algo construtivo que possam oferecer. Basta descer dos saltos, baixar as cristas e pensar menos em si e mais no Brasil. É o que fazem as nações mais evoluídas.
Pegadinha de Papai Noel
Na semana em que foram ligadas as luzes natalinas em frente à prefeitura, a CEEE cortou o fornecimento de energia de um prédio ao lado, onde está localizado o FUNSEMA (Fundo de Previdência dos Servidores Municipais), por falta de pagamento. Houve certa confusão no local, entre servidores municipais e funcionários da CEEE, que já tinham subido na grua para cortar os fios, mas diante do pagamento das contas atrasadas, feito às pressas pela prefeitura naquela mesma tarde, a energia foi restabelecida.
Do leitor
Mensagem encaminhada à coluna, de um leitor que tem estabelecimento comercial na Getúlio Vargas e que está muito frustrado com o abandono da Praça Central, diz que “nunca esteve tão suja e com tanto mato e sem poda das árvores”, segundo suas palavras. Esperamos ansiosamente que os serviços de limpeza natalina cheguem também a esse espaço tão importante para nossa população.
Sinal vermelho
A mesma mensagem ainda alerta para uma situação mais perigosa: as sinaleiras na Avenida Getúlio Vargas ficam no amarelo piscante até 7 horas da manhã, porque não foram ajustadas para o horário de verão. Nesse horário o fluxo de veículos já é bem intenso e, portanto, o sinal amarelo para todos os lados aumenta os riscos de acidentes.

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