Quinta-Feira, 21 de Setembro de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


AO PÉ DO OUVIDO
Narradores e comentaristas esportivos da televisão brasileira foram convidados para um jantar com a presidente Dilma na noite de quinta, no Palácio da Alvorada. Foram sensibilizados a ajudar o governo a aplacar o ânimo de torcedores e outros cidadãos durante a Copa, já que os olhares do mundo estarão voltados para cá. E, claro, considerando que em seguida tem eleição, não interessa à campanha de Dilma que se avolumem manifestações durante o mundial, como na Copa das Confederações do ano passado.

NA MÃO DE FELIPÃO
Dilma Rousseff e sua equipe torcem como nunca por Luiz Felipe Scolari. No Palácio do Planalto, até a chave em que ficou a seleção do Brasil e os eventuais cruzamentos foram analisados. E preocupam. Avalia-se que uma eventual eliminação precoce, nas oitavas ou quartas de final pode entornar o caldo. O receio é que a revolta pela derrota dê ânimo à população para voltar à rua e criticar os altos gastos com estádios e promessas de melhorias em infraestrutura que não foram entregues, além dos habituais serviços públicos de má qualidade, como saúde, educação e segurança, que não estão à altura da sufocante carga tributária do esfomeado governo brasileiro.
Por outro lado, a vitória da seleção teria sobre boa parcela da população um efeito anestésico muito oportuno. Portanto vale qualquer investimento para garantir que Felipão e sua “família” ergam a taça.

QUEM NÃO É VISTO...
A presidente preferiu não aparecer na Marcha dos Prefeitos, que ocorreu nesta semana em Brasília. O receio de uma nova vaia, maior do que a do ano passado, também fez com que nem mesmo ministros aparecessem para saudar os prefeitos. Especula-se que na abertura da Copa novamente será percebida a ausência de Dilma. Ou não.

BRAÇOS CRUZADOS DE AMBOS OS LADOS
A greve do funcionalismo de Alvorada vai fechar duas semanas, a adesão vem crescendo, e a solução ainda parece distante. A administração optou pelo enfrentamento político em vez do entendimento. Parece que estamos novamente em campanha eleitoral, quando o que importava era conquistar a simpatia da população, já que a prefeitura enviou CCs para distribuir panfletos pela cidade e outros para postar ofensas aos grevistas nas redes sociais, além do fiscal da secretaria do Meio Ambiente para notificar o Sindicato pelo excesso de barulho. Talvez fosse mais produtivo se, ao invés de acirrar os ânimos e medir forças diante da opinião pública, fossem retomados os diálogos para se chegar a um entendimento. Essa briga não interessa à sociedade, mas ela não tem neste momento o poder para resolver o impasse ou fazer ouvir sua opinião. Só em 2016.

ALERTA
Todas as forças policiais do Brasil foram convocadas a cruzar os braços na próxima quarta-feira, dia 21 de maio. A greve nacional de policiais civis, militares, federais e rodoviários federais foi convocada pela Confederação Brasileira dos Policiais Civis em conjunto com as representações das outras forças. A princípio serão 24 horas de paralisação para cobrar do governo federal e dos governos estaduais “uma política nacional de segurança pública voltada para defender os cidadãos e também melhorar as condições de trabalho da força policial”.

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