Segunda-Feira, 24 de Abril de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


A alternância no poder
Renovar é preciso. Arejar, oxigenar, sacudir. Nada mais salutar para a democracia que a alternância do poder. Perpetuação do poder é coisa de ditaduras, regimes totalitários e monarquias do passado. Partidos que já experimentaram o poder, quando voltam à oposição, têm o desafio de se reinventar, de buscar novas ideias e propostas para convencer a sociedade, o que torna o jogo democrático e eleitoral muito mais produtivo. Quando os mesmos se perpetuam por muito tempo no conforto do poder, tendem a relaxar e a descuidar do interesse coletivo, tornando-se mais propensos a servirem-se do poder do que a utilizarem-no para servir à sociedade.

Perdendo fôlego
A divulgação pelas Nações Unidas do último IDH (índice de desenvolvimento humano) mundial revela números que comprovam essa tese. O crescimento do IDH do Brasil vem perdendo o ânimo. Nos últimos anos, a variação tem sido próxima de zero, enquanto que nas décadas de 80 e 90 do século passado, o índice brasileiro crescia aceleradamente. O índice, que vai de 0 a 1, foi de 0,744 em 2013. Em 2012 era de 0,742. Por esse cálculo, o Brasil passou do 80º em 2012 para o 79º lugar no ano passado, atrás de países como Ilhas Maurício, Cazaquistão e Líbia. De 1980 a 1990, a variação foi de 0,545 a 0,612, um crescimento de 12,3%. Já no ano 2000 o índice estava em 0,682, tendo subido 11,4%. Em 2012, com IDH de 0,739, o aumento havia sido de 8,4%, sendo que o maior crescimento havia ocorrido na primeira metade da década. De 2010 pra cá, o crescimento foi de 0,7% e, seguindo neste ritmo, dificilmente terá avançado 2% até 2020.

7x1 da economia
Estamos estagnando, e não apenas no IDH. Este índice avalia principalmente indicadores de educação, saúde e renda, que revelam as condições de vida da população e, por extensão, a saúde da economia do país. E neste quesito é sabido que já se foram os anos das vacas gordas. A evolução do PIB vem desapontando muito nos últimos anos, e em 2014 chegaremos, com uma inflação beirando os 7%, a um constrangedor 1% de crescimento do PIB, apesar do exagerado entusiasmo do governo com o aquecimento da economia que seria proporcionado pela Copa. A inflação só não é maior ainda porque os preços controlados pelo governo, como combustíveis e energia, estão represados, denunciando clara estratégia eleitoreira às custas da dilapidção de Petrobras e Eletrobras, mas esta conta terá que ser ajustada cedo ou tarde, o que fatalmente nos reserva ingratas surpresas para depois das eleições.

Vassoura nova
Enfim, estes e outros cenários deixam claro que é hora de renovação no comando do país. O time não está mais ganhando, portanto precisa ser mexido. Convém que gente nova, chegando com todo o gás, sacuda a poeira do Planalto, tire o mofo, troque o ranço ideológico por uma gestão eficiente, alivie a máquina pública dessa quantidade absurda de cargos políticos (25 mil só na administração federal) e aja como vassoura nova, mostrando algum serviço, que é o que o Brasil precisa.
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