Quinta-Feira, 27 de Abril de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Reviravolta
A morte de Eduardo Campos e a consequente indicação de Marina Silva para substituí-lo pegou a todos de surpresa. A subida vertiginosa da líder da Rede Sustentabilidade nas pesquisas também não estava nos cenários previstos pelas outras campanhas, e agora todos correm contra o tempo para ajustar suas estratégias.

Baixando a poeira
Daqui pra frente, com Marina Silva deixando de ter tanta exposição na mídia em razão da morte de Campos e de sua substituição, os três principais candidatos deverão ter tratamento mais igual pela imprensa. Isso deverá diminuir o ritmo de crescimento de Marina nas pesquisas, até porque também Dilma e Aécio deverão intensificar a artilharia em sua direção. Uma nova campanha inicia.

Debates
O primeiro debate entre os candidatos, realizado pela Band, serviu para os participantes sentirem o ambiente, para começarem a se apresentar. Os principais rivais até foram contidos em suas acusações recíprocas, mas a tendência é que a partir de agora passem a elevar o tom. Um problema desses debates, já havia comentado, é o número de participantes. Figuras que claramente não tem qualquer potencial para agregar parte significativa do eleitorado apenas servem para tornar os debates um pouco mais chatos e desperdiçar tempo precioso, que poderia ser melhor aproveitado por quem tem algo sério a dizer, e que pudesse eventualmente ser levado a cabo em um possível mandato presidencial. É quase inviável desenvolver um argumento complexo em respostas cronometradas de um minuto e meio.

Informar ou encantar?
A propaganda política, da forma como é feita hoje, não contribui positivamente para o processo eleitoral e para o amadurecimento da democracia. Ela segue a lógica da publicidade comercial, que tem o propósito de encantar o cliente e seduzi-lo a comprar o produto que está sendo anunciado, baseado nos apelos emocionais. Para isso os recursos mais diversos são usados, desde trilhas sonoras impactantes e emotivas, cenários de tirar o fôlego, figurantes simulando extrema euforia e tantas outras artimanhas que, de maneira subliminar, vão gravando na mente do eleitor, até ao nível do subconsciente, a ideia que precisa ser difundida pelos anunciantes, digo, candidatos. A propaganda política, não raro, apenas ilude, emociona e alimenta sonhos e medos, paixões e ódios, quando o que precisaríamos de verdade seria simplesmente informação. Menos música envolvente, roteiros hollywoodianos e estratégias publicitárias; mais honestidade, projetos e civilidade.

Toque de recolher
Causou indignação, e um certo aperto, a decisão combinada entre a SEMSU e a SMC de fechar os banheiros públicos da Praça Central às 21 horas, nestes dias em que há um grande número de pessoas trabalhando na montagem do acampamento farroupilha. E moitas não tem muitas...

Trânsito
Leitor envia mensagem à coluna, relatando contrariedade à mudança do fluxo da rua Nilzo Ramires, ao lado da Praça Central, que agora tem mão única no sentido bairro-centro. Comerciantes da rua temem prejuízos, já que não é mais possível acessar a via a partir da Getúlio Vargas, e alegam que não foram consultados antes da mudança promovida pela SEMSU, que lhes pareceu equivocada.

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