Segunda-Feira, 29 de Maio de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Fazendo as contas
A vereadora Irmã Sara apresentou aos seus colegas da Câmara uma proposta para solicitar à prefeitura informações sobre o Seminário Internacional de Educação, que aconteceu em julho. Os rumores que circularam pela cidade são de que os gastos com o evento teriam superado a casa de R$ 1 milhão, o que motivou o pedido de informações, para esclarecer se os boatos procedem ou são apenas especulação maldosa.

Nem aí
A maioria dos vereadores não aprovou o pedido de informações sobre os gastos com o Seminário. Preferiram ficar sem saber quanto foi usado do dinheiro do contribuinte e se as despesas foram abusivas ou não. Parece que há coisas mais importantes neste momento para ocupar a atenção desses nossos representantes do que o cuidado com os interesses da sociedade que os elegeu como seus procuradores.

Bola fora
Uma das principais atribuições do poder legislativo é fiscalizar as ações do executivo. A Câmara, por causa do boicote de 13 vereadores (que são do partido, da base aliada e da base de apoio informal do governo), perdeu mais uma boa oportunidade de fazer o que é paga para fazer, e o que os eleitores esperavam que fizesse.

Sem saída
Restou à vereadora protocolar um pedido diretamente na prefeitura, baseada na Lei de Acesso à Informação. Se as informações forem prestadas no prazo legal, e com a devida clareza, há duas possibilidades: encerra-se o assunto, caso os valores empregados sejam compatíveis com o tamanho e os benefícios esperados do evento, ou abre-se mais uma crise sobre o governo, se houver o entendimento de que os recursos poderiam ter tido melhor aproveitamento. Por outro lado, se não for respeitado o prazo ou as informações prestadas não forem satisfatórias, talvez seja o Ministério Público a se interessar pelo assunto, o que, de largada, já é mais um prejuízo à imagem do governo.

Tiro no pé
Quanto mais avança essa situação, pior vai ficando para o governo do Professor Serginho. Todo esse desgaste poderia ter sido evitado se, lá no começo, os vereadores da base tivessem aprovado, como era de se esperar de um poder legislativo correto, o pedido de informações proposto pela vereadora Irmã Sara.

Ostentação
O leitor certamente já percebeu – não tem como não – a inundação de cavaletes, placas e similares, dos candidatos que buscam mais uma vez conquistar os nossos votos. Tem candidato que é onipresente. Por onde se ande, tem cavalete da pessoa. A pergunta que surge instintivamente, diante de tanta exposição, é sobre a origem dos recursos para produzir e manter todo esse material. Um exército de pessoas precisa ser mobilizado para colocar e retirar o material das ruas todos os dias. Outro batalhão trabalha incessantemente na produção e muitos outros ainda lutam em outras frentes, como a internet, a panfletagem de casa em casa, e por aí vai. Que investimento! Ou tá sobrando dinheiro em algum lugar, e sabe-se lá de onde veio, ou é muita necessidade de manter uma vaguinha nas tetinhas do poder. Resisto a acreditar que seja tão somente o desejo de servir à sociedade.

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