Quinta-Feira, 27 de Abril de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Ufa!
Dilma e sua turma podem respirar um pouco mais aliviados por alguns dias. O não-depoimento à CPMI da Petrobras, na quarta passada, do homem-bomba Paulo Renato Costa, ex-diretor da Petrobras preso por conta do desvio de milhões de reais da estatal, ajudou a aliviar a tensão pré-eleitoral. O processo corre na Justiça, que não costuma ser ágil, e dificilmente as grandes revelações, os valores e os nomes dos pilantras do governo que fazem parte da quadrilha que vem assaltando a maior empresa do Brasil vão aparecer antes das eleições.

Jogo de cena
Teria sido mais prático, mais barato e mais honesto se não houvesse toda aquela encenação no Congresso Nacional. Um dia lamentável para o Parlamento. Deputados e senadores governistas fazendo de conta para TV que queriam esclarecer todas as maracutaias, enquanto nos bastidores buscavam alternativas para blindar o depoente, tentando fazer com que a sessão fosse secreta. Isso tudo sabendo que, de qualquer forma, Costa foi de jatinho de Curitiba a Brasília, escoltado por um pequeno exército da PF, já tendo avisado que iria ficar em silêncio.

Desculpa furada
O argumento de que alguma revelação à CPMI pudesse comprometer o acordo de delação premiada e prejudicar eventuais benefícios ao acusado é balela. O juiz federal do Paraná, que cuida do caso, já havia informado que as informações prestadas por Paulo Renato ao Ministério Público do Paraná não são sigilosas, o processo não corre em segredo de justiça, e portanto ele poderia continuar abrindo os podres que sabe também aos parlamentares, sem problemas. Não falou só porque não quis, certamente porque diante dele havia algumas figurinhas que tem seu nome no rol da quadrilha. Costa sente-se mais seguro para falar, corre menos riscos, nos porões da carceragem do que no espaço mais simbólico da democracia e da liberdade brasileira, o Congresso Nacional.

Fechando as contas
As declarações de gastos com a campanha eleitoral disponíveis no site do TRE tem informações que desafiam a matemática. Campanhas vistosas, como algumas que inundam a cidade de cavaletes, placas, painéis, adesivos e outros recursos, além de equipes de trabalho e cabos eleitorais de causar espanto, não são compatíveis com os valores informados à Justiça Eleitoral.

Transparência
Além da vereadora Irmã Sara, o Sindicato dos Municipários também não foi atendido pela prefeitura sobre os gastos com o Seminário Internacional de Educação realizado em junho. Antes mesmo do evento, o SIMA protocolou pedido de informações sobre os valores investidos, mas até agora não teve resposta. A alternativa, para esclarecer as dúvidas e acabar com os boatos (ou confirmá-los) de que os gatos poderiam ter superado a casa dos R$ 3 milhões de reais, deve acabar passando pelo Ministério Público.

Aniversário
Alvorada recebe nossos cumprimentos, mais um ano de vida completado, mas poderíamos cantar os “parabéns” com mais entusiasmo. Em quase meio século de emancipação, crescemos menos do que o potencial que temos. Já tivemos alguns períodos de avanços importantes, mas ultimamente estamos perdendo o fôlego, e a cidade vem dando menos motivos para comemorações. Mas esperança é o que não nos falta. Certamente tempos melhores virão. Por enquanto, vamos assoprar a velinha.

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