Sábado, 25 de Março de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Presentinho de Natal
No apagar das luzes de 2014, eis que aqueles que se dizem “nossos representantes”, que foram eleitos por nós para defender os nossos interesses e trabalhar em prol da sociedade e em benefício da população, os tais “nobres edis” mais uma vez deram uma mostra do que realmente fazem por lá. Em sessão extraordinária da Câmara de Vereadores no dia 26 de dezembro, sexta-feira, logo depois do Natal (incrível como conseguiram mobilizar tantos vereadores para uma sessão extraordinária em meio aos feriadões de Natal e Ano Novo... Teriam recebido hora extra? Quer dizer, vereadores são remunerados, além de seu generoso salário, para participarem de sessões extras?), foi aprovado o aumento do IPTU.
E que aumento! Em média, subiu em torno de 100%, mas há casos em que chegou a mais de 180%!

Fidelidade: ao povo ou ao governo?
Votaram contra o aumento os quatro vereadores do PMDB e um do PT. Outros dois do PDT não compareceram à sessão. Todos os outros, que são os do PT e dos partidos da base de apoio do governo, inclusive o “cristão-novo” PTB, apoiaram o projeto enviado pelo prefeito Professor Serginho, que teve a justificativa de que os valores dos imóveis não eram atualizados há muitos anos nos cadastros da prefeitura. Pode ser um argumento válido, mas não justifica que uma eventual defasagem na avaliação dos imóveis, que já vem de anos, seja resolvida de uma tacada só, especialmente se for considerado que os serviços que a prefeitura vem realizando pela cidade também não são lá essas coisas... Mais razoável seria programar um ajuste escalonado ao longo de alguns anos, para que fosse absorvido de maneira mais sutil pelos já castigados (e mal retribuídos) pagadores de impostos.

Ação e reação
Moradores, contribuintes e outros interessados não falam em outra coisa. Não é para menos. 100% não é pouca coisa. Mas as repercussões não ficam só na chiadeira. ACIAL, OAB e outras instituições estão começando a estudar o caso com lupa, e não se descartam medidas contundentes para reverter, ou pelo menos questionar, o monumental canetaço.

Saia justa
O engraçado nisso tudo é que fica difícil para o atual governo jogar as culpas no governo anterior, como costumava fazer no começo da gestão. E também os representantes do último governo não tem como criticar a turma do Professor Serginho, que antes era considerada inimiga mortal. Estão agora todos juntos e misturados. Já que o PTB foi cooptado para o governo em nome dos “interesses maiores da sociedade”, mas que na verdade se deu mais por uma questão de acomodação de companheiros nos cargos da administração, é preciso tirar leite de pedra e encontrar argumentos de onde menos se espera para justificar o injustificável. Coisas da política. Ou politicagem, se preferirem.

Contagem regressiva
Faltando um pouco mais de um ano para se definir o cenário eleitoral em que vão atuar os candidatos à sucessão do Professor Serginho, é mais uma boa polêmica em que o próprio governo se meteu, para acelerar o desgaste que já vem sofrendo por conta de sua administração, que ficou um tanto distante dos discursos e das promessas da última campanha.

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