Quinta-Feira, 22 de Junho de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Semana cheia em Brasília: o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é jogado sozinho aos leões do Congresso para pedir apoio ao ajuste fiscal e à prorrogação da mudança nos cálculos da dívida de estados e municípios com a União. O governo precisa de muito dinheiro já, e quer que todos ajudem a pagar a conta, para que ele próprio não precise. Claro que nem se cogitou a diminuição de ministérios ou o enxugamento da máquina pública federal. Em outros tempos, um ministro estaria acompanhado de uma “tropa de choque” ao se dirigir ao Congresso, mas nenhum parlamentar petista quer ajudar a defender as medidas amargas que Aécio, digo, Dilma, está implementando.

Cortina de fumaça 2
Outra polêmica é a redução da maioridade penal para 16 anos. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara entendeu que o projeto não fere a Constituição e poderá ser levado a votação. Petistas e outros deputados da base fizeram alarde, contrariados, e ameaçam ir ao STF. Na verdade, mais do que defender criminosos de 16 e 17 anos, o que pretendem é desviar a atenção dos infindáveis escândalos de corrupção que estão corroendo a imagem do governo. A manifestação marcada para dia 12 de abril, que promete ser maior que a de 15 de março, está tirando o sono de muita gente, e não só em Brasília.

Armadilha
Enquanto isso, governistas se empenham ao máximo para levar adiante sua própria “reforma política”, usando como pretexto o combate à corrupção. Alegam que o financiamento privado a campanhas eleitorais é o problema, e querem resolver usando mais dinheiro do contribuinte para pagar a conta. O Fundo Partidário acaba de ser aumentado para mais de R$ 800 milhões por ano, por iniciativa do governo, e os maiores beneficiários são o PT e o PMDB. E agora, além disso, querem criar um novo fundo (com recursos que vêm direto do bolso do contribuinte) para cobrir os gastos dos partidos nas campanhas, o que não é nenhuma garantia de que não se continue fazendo “caixa 2”. Eu, particularmente, não aprovo que meu suado dinheirinho seja usado para financiar o PT, PSTU, PCdoB, ou qualquer outro partido, à minha revelia. Se eu quiser contribuir, eu mesmo escolho para quem oferecer meu apoio. Se, por outro lado, a contribuição empresarial é um problema, proíba-se que contribuam empresas prestadoras de serviços ao governo, junto com suas associadas, e as demais tenham um teto de contribuição. Que os partidos, portanto, tenham a liberdade de buscar seus recursos em quem os apoie, dentro de regras claras e rígidas, mas não larguem essa conta no meu colo, nem da sociedade brasileira, que nossas necessidades são outras.

Versão 1
O governo municipal e o Sindicato dos Servidores continuam tendo dificuldades de relacionamento. Na última sexta, 27, ocorreu uma reunião, a convite do prefeito, em que o SIMA expôs seus pontos de vista a respeito da falta de valorização dos servidores, que se verifica tanto na remuneração quanto nas condições de trabalho. Segundo Rodinei Rosseto, presidente do Sindicato, uma das causas, que contribui também para a depreciação do patrimônio público, é o excesso de terceirizações e de contratação de cargos comissionados, os CCs. O prefeito incumbiu o secretário de Administração, Ramiro Passos, de se encontrar com representantes do SIMA na segunda-feira, 30, para preparar nova reunião sobre demandas dos servidores, mas o Sindicato, até agora, continua esperando.

Versão 2
Já a prefeitura publicou que a reunião de sexta “foi mais um encontro marcando o constante diálogo que a administração municipal mantém de forma democrática e participativa com o sindicato, valorizando, garantindo e buscando melhorias aos funcionários.”

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