Quarta-Feira, 24 de Maio de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


A divulgação, esta semana, de que o PIB do RS cresceu 0,0% no ano de 2014 é mais uma mostra da gestão econômica equivocada de Tarso Genro. O déficit das contas do governo gaúcho, agora no colo de José Ivo Sartori, previsto em R$ 5,4 bilhões em 2015, é outro resultado, somado ao esgotamento das fontes de financiamento. Tarso, a exemplo de Dilma, gastou o que não devia, e não tratou de promover desenvolvimento suficiente para aumentar, na mesma ou maior proporção, a arrecadação do Estado. Depois que o governo anterior, de Yeda Crusius, havia conseguido chegar ao “déficit zero”, Tarso se encarregou de afrouxar os controles, de maneira inconsequente, jogando a conta para os governos e as gerações futuras.

Cem dias
Uma das diferenças mais notadas entre Tarso Genro e Sartori, ao chegarem aos primeiros cem dias de seus mandatos, é que o governador petista, nesse período, encaminhou à Assembleia pedidos para aumentar a contratação de CCs e outros gastos com o custeio da administração, como se o Rio Grande, naquele momento, estivesse em plena bonança. Já Sartori, ao contrário, promoveu o corte de mais de 30% dos cargos em comissão, e está planejando o enxugamento da máquina, considerando inclusive a redução do número de secretarias.

Dúvida
Um governante está a serviço da sociedade ou de seu partido, em primeiro lugar? A resposta parece óbvia, para nós, simples mortais contribuintes. Mas para eles, o raciocínio pode ser diferente. Dilma, seus 38 ministros e 25 mil CCs que o digam...

Reforma
A deputada estadual Stela Farias (PT) apresentou um projeto de Lei (PLC 71 2015) que proíbe a contração, pelo Poder Público, de empresas que tenham efetuado doações a partidos políticos, coligações, comitês financeiros ou candidatos a cargos eletivos. Excelente iniciativa, que vai no sentido de coibir as relações de corrupção entre empresas e governos. Nada impedia que a proposta fosse apresentada antes, durante o mandato de Tarso Genro, de quem Stela foi secretária de Administração, mas ainda assim a ideia é salutar.

Reforma 2
Outra sugestão nessa linha, que esta coluna também já havia abordado, é de que empresas que estejam prestando serviços ao Poder Público sejam impedidas de fazer doações. Há empresas em profusão Brasil afora, de onde partidos e políticos possam buscar recursos, o que ainda precisa ser melhor regulamentado (com um teto de contribuição, por exemplo), mas é importante que os partidos tenham a liberdade, dentro da lei, de viabilizar seu financiamento sem obrigar o contribuinte a fazê-lo, via financiamento público.

Reforma 3
A deputada Stela bem que poderia sugerir a seus colegas de partido na Câmara de Alvorada que apresentassem projeto semelhante no município. E também a seus colegas deputados federais, em Brasília. Já seria um bom começo, de maneira prática, para iniciar a tão esperada reforma eleitoral (não confundir com reforma política, que é bem mais abrangente do que regras de financiamento de campanha).

Blog
No dia 22 de abril estreia o Blog do Werner, com notícias, análises e comentários sobre os assuntos da hora. Vale a pena conferir. Seja bem-vindo!

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