Domingo, 19 de Novembro de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Nesta sexta comemora-se o 70º aniversário do final da II Guerra mundial. Em 8 de maio de 1945 era anunciado o fim do maior conflito da humanidade. Ao redor do mundo, serão feitas homenagens aos mortos e celebrações à paz mundial, especialmente nos países que participaram com suas tropas. Chefes de Estado e de governo estarão ao lado de sobreviventes e veteranos de guerra. Exceto no Brasil.
Seremos o único país em que haverá homenagens e celebrações, mas que não contará com a chefe da nação. O Monumento aos Pracinhas, na Zona Sul do Rio de Janeiro, será palco da comemoração promovida pelo Exército, da qual também participarão os remanescentes veteranos da Força Expedicionária Brasileira. Mas Dilma Rousseff não vai comparecer por receio de protestos. Na avaliação do Planalto, confirmada pelo comando do Exército, os veteranos, junto com cidadãos comuns, poderiam promover alguma manifestação, que Dilma, cautelosamente, preferiu evitar. Continua sua guerra com a opinião pública.

Panelaço
A presidente, cada vez mais encurralada no Planalto, consegue causar protestos mesmo quando não aparece. O programa eleitoral do PT na segunda, transmitido pela TV, foi abafado por panelaços por todo o país. O recado não foi apenas a Dilma, mas ao partido e ao projeto que ela representa, que têm o ex-presidente Lula como protagonista. Nem mesmo a mítica figura do Pai dos Pobres conseguiu sobreviver aos estragos causados pelos escândalos de corrupção promovidos durante os governos petistas, que diariamente inundam o noticiário. No Planalto esperava-se que, se Dilma fosse substituída pelo carismático Lula, os protestos seriam neutralizados. As panelas mostraram que estavam enganados.

Descaso
Além de ruas, praças e postos de saúde, também as escolas estão conhecendo os efeitos da inépcia da administração municipal. Na Vila São Pedro, a Escola Rui Barbosa pede socorro. São muitas as reclamações de professores, alunos e pais, que vão desde salas arrombadas a iluminação precária, passando por esgoto a céu aberto, ginásio destelhado, fiação elétrica em curto e móveis depredados, entre outras situações “degradantes”, segundo relatos de professores. Difícil imaginar como crianças poderão ser transformadas em bons cidadãos em um ambiente desses. O projeto “Cidade Educadora” custa a sair do material de propaganda para o mundo real.

Muita água para rolar
Falta quase um ano e meio para as próximas eleições, mas as peças se mexem freneticamente no tabuleiro eleitoral. Enquanto novos nomes vão se lançando, como balões de ensaio, outros que eram dados como certos acabam sendo derrubados. Na última semana o PTB divulgou que a vereadora Professora Nadir seria pré-candidata, mas a boca pequena comenta-se que o partido e a própria candidata estão buscando valorizar o passe, para aumentar o poder de barganha e negociar a vaga de vice com quem estiver em melhores condições mais adiante, o que pode até incluir o candidato à reeleição Professor Serginho. Na outra ponta, a presidente do PSD, Jussara Mendes, foi condenada à perda de direitos políticos por cinco anos em razão de supostas irregularidades na contratação de serviços de terraplenagem na gestão de Carlos Brum, igualmente condenado. Cabe recurso, mas a situação praticamente inviabiliza as pretensões de Jussara de concorrer à prefeitura em 2016.

COMENTÁRIOS ()