Segunda-Feira, 27 de Março de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Na próxima quarta, 22, acontece o primeiro evento da série “Alvorada 50 anos: para onde queremos ir?”. A cada mês, sempre na Câmara, com início às 19h, será abordado um tema, sobre o qual painelistas convidados apresentarão seu ponto de vista. Neste primeiro encontro, será feita uma análise da história de Alvorada nestas cinco décadas e as perspectivas para o futuro. Os painelistas serão Maurício Cardoso, presidente da ACIAL, Sargento Eugênio, coordenador do projeto PM Mirim, Rodinei Rosseto, presidente do SIMA, e Douglas Martelo, coordenador do Movimento Construindo o Futuro, organizador dos eventos. A mediação será deste colunista. O evento promete ser muito produtivo, já que cada participante traz experiências e pontos de vista de diferentes segmentos da sociedade. Uma boa oportunidade para avaliar o atual cenário econômico, social e político da cidade, e o que nos aguarda a partir desta mudança de ciclo marcada pelo cinquentenário de emancipação do município. Os próximos encontros abordarão educação, segurança e desenvolvimento.

Filme antigo
As chuvas intensas dessa semana e os consequentes prejuízos, especialmente das famílias desabrigadas nas proximidades do Arroio Feijó, evidenciam tragicamente a ineficiência, senão a falência, da gestão pública. Ano após ano o mesmo caos se repete, e a insensibilidade da classe política relega a parte mais sensível da sociedade à própria sorte. Quando a prioridade é a conquista do poder, sua máxima ocupação e o uso da máquina administrativa para a própria manutenção no poder, e não para atender às expectativas da sociedade, percebemos o quanto ainda temos para evoluir. Tanto a classe política, que, em boa parte, carece de boas doses de vergonha na cara, quanto a própria sociedade, que ainda precisa aprender a escolher melhor seus “representantes”.

Frase alheia
“Se metade da energia e das verbas gastas depois das enchentes fossem usadas antes, para prevenir os alagamentos, não haveria metade dos problemas de agora.” (Tulio Milman)

Canibalismo
Os figurões de Brasília andam atordoados. Como bichos encurralados, espremem-se num canto, acuados pelo avanço das investigações da Lava Jato, e começam a agredir-se mutuamente. Síndrome do pânico e do desespero. Enquanto o Planalto espera que Renan Calheiros e Eduardo Cunha também sejam puxados para dentro do furacão do Petrolão, os dois utilizam seus cargos para impor pesadas derrotas ao governo no Senado e na Câmara. Renan sinaliza com a abertura da CPI do BNDES, o que seria a pá de cal no governo Dilma e no próprio PT, fazendo o Petrolão parecer gorjeta. Cada um por si, usam a estratégia de fragilizar o inimigo para buscar sobrevida. Lula, tentando correr por fora, aconselha Dilma a sair mais às ruas. Não tem funcionado. Na aguardada inauguração da ponte Anita Garibaldi, em Santa Catarina, a presidente mais uma vez teve que enfrentar vaias. E agora o próprio Lula, que esperava a oportunidade para ressurgir das cinzas para voltar a ocupar a presidência, finalmente foi alcançado pelas investigações do Ministério Público Federal, que investiga tráfico de influência internacional em benefício da construtora Odebrecht. O MP, pra complicar, está compartilhando informações com a força tarefa da Lava Jato. Todos, enfim, estão enredados e com mínimas chances de saírem ilesos, daí o desespero. Ao fim e ao cabo, como estão no mesmo barco, mesmo que agora estejam digladiando, se afogarão abraçados.

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