Segunda-Feira, 25 de Setembro de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Eleição
Entre os diferentes nomes que têm sido sugeridos para ocupar a cadeira de prefeito a partir das eleições do próximo ano, vem crescendo a menção ao ex-vice-prefeito Geovani Garcia por parte de importantes lideranças políticas da cidade.

Pesos e medidas
O governo de Dilma Rousseff perdoou dívidas de bilhões de dólares de países africanos, alguns dos quais há décadas nas mãos de ditadores. Mas bloqueou as contas do governo do RS por conta do atraso de alguns dias no pagamento da parcela mensal da dívida com a União. Difícil entender essa lógica, ainda mais se forem considerados os volumes gigantescos de recursos brasileiros destinados a certos governos latino-americanos, especialmente Cuba, Venezuela e Bolívia, entre outros.

Motivos
A depender das conclusões das investigações da Lava Jato, talvez o interesse do governo petista em favorecer esses regimes estrangeiros se desse em razão de obras a serem realizadas em seus países por construtoras brasileiras, como a Odebrecht, o que, via de regra, tem rendido polpudos “pixulecos” ao partido da presidente e suas principais lideranças.

Retaliação
A intransigência do governo federal em relação à dívida do Estado não é só de ordem técnica, ou financeira. Petistas não fazem questão de que o governo Sartori, que derrotou Tarso Genro de forma fragorosa na última eleição, tenha algum sucesso. A lógica do “quanto pior, melhor” rende, na visão deles, mais dividendos políticos, e isso é mais importante do que o bem-estar e o desenvolvimento da sociedade gaúcha.

Saco sem fundo
A dívida do Rio Grande com a União já foi paga mais de uma vez e, ainda assim, não para de crescer. Quando foi renegociada, em 1998, era de R$ 26,9 bilhões (em valores atuais, atualizados pelo IPCA). De lá para cá, consumindo 13% da receita mensal do Estado, já foram pagos R$ 29,7 bilhões, e ainda estamos devendo R$ 47,1 bilhões! A cada mês gastamos cerca de R$ 280 milhões pagando praticamente só os juros, enquanto que o valor principal continua inflando. Quanto investimento o governo estadual não poderia estar fazendo com esse dinheiro a cada mês?

Calvário
Não há nada tão ruim que não possa piorar. Além da falência das contas públicas herdada por Sartori, a disputa política torna o quadro ainda mais dramático. O CPERS, sindicato dos professores estaduais, mesmo que o último salário já tenha sido quitado no início desta semana, continua instruindo os professores a não retomarem o ritmo normal das aulas, dando continuidade aos protestos deflagrados após o pagamento de julho, que veio parcelado. Como o sindicato é fortemente ligado ao PT, a intenção é fustigar o governo Sartori, mesmo que quem acabe penalizado, na prática, sejam os alunos e suas famílias e, por extensão, toda a sociedade. A qualidade da educação pública já não é lá essas coisas. Abaixo de boicotes, greves e paralizações por motivação política, então... A formação de toda uma geração de gaúchos é a vítima. Como nos tempos do governo de Yeda Crusius, Sartori deverá enfrentar muito barulho dessa militância partidária que se diz representante dos professores.

COMENTÁRIOS ()