Sexta-Feira, 24 de Novembro de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Homenagens
As sessões de setembro da Câmara de Vereadores estão sendo dedicadas a homenagens a personalidades que tiveram destaque na história de Alvorada. Prestes a comemorar 50 anos de emancipação, é interessante que sejam valorizadas as contribuições que determinadas pessoas deram ao desenvolvimento e à história da cidade. Esses momentos especiais, entretanto, bem que poderiam acontecer em outros momentos, em vez de ocuparem o tempo das sessões ordinárias, que deveriam servir para se fazer cumprir o papel do Legislativo, que é legislar e fiscalizar.
Produtividade 1
A esmagadora maioria dos projetos aprovados pelo Legislativo são de autoria do Executivo. Os vereadores não têm se dedicado o quanto se espera deles para propor avanços e melhorias para a cidade. Nem tampouco para fiscalizar a administração municipal, que, como não é segredo, tem deixado a cidade mais do que frustrada.
Produtividade 2
Dos poucos projetos de autoria dos próprios vereadores, encontram-se alterações de nomes de ruas, instalação de tomadas em paradas de ônibus para recarga de bateria de celular, revisão do contrato da prefeitura com a Corsan para que a companhia não cobre do usuário pela água que não tenha sido fornecida...
Não é à toa que Alvorada custa a engrenar um ritmo consistente, e convincente, de crescimento. Com essa visão tacanha de gestão pública, que se reproduz também nos atos do Executivo, seremos ainda por gerações a cidade mais atrasada da Região metropolitana.
Eleição no Conselho Tutelar
19 candidatos para as cinco vagas de conselheiros tutelares estão em plena atividade, divulgando seus nomes e angariando votos. A eleição acontece no dia 4 de outubro. O voto não é obrigatório, mas cada cidadão deveria conhecer os candidatos e escolher um deles, porque seu trabalho é relevante, e faz grande diferença na vida de muitas crianças e adolescentes em situação vulnerável.
Contaminação
O aspecto negativo da campanha é o apoio político a determinados candidatos. O Conselho Tutelar deveria se prestar a uma missão mais nobre, e não se deixar contaminar pela política partidária. Infelizmente não é o que ocorre. Virou rotina vereadores bancarem candidaturas a conselheiros para, em troca, receberem apoio na eleição municipal. Da mesma forma, existem candidatos ao Conselho que fazem dessa campanha uma prévia da futura candidatura própria a vereador. A prática compromete o propósito original do Conselho Tutelar, que acaba se transformando em um ambiente de promoção da política partidária.
Desigual
Candidatos ao Conselho Tutelar andam contrariados com o apoio que o secretário do COMDICA, Tiano Caduri, tem dado à candidata Simone Ventura. O COMDICA organiza a eleição, e o apoio explícito do secretário a uma candidata criou certo desconforto no processo. Caduri também é secretário municipal de Governo, além de membro da executiva do PDT, o que também gera críticas de parte dos candidatos a conselheiros tutelares por conta do forte componente político de seu apoio. Mais sensato, e ético, talvez, teria sido manter isenção.

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