Segunda-Feira, 27 de Março de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Desafio
Aceitei uma grande missão. Fui convidado pela executiva estadual do Partido Social Liberal para ajudar a organizar um diretório em Alvorada e presidir a sigla. Por ser um partido novo, desvinculado da política tradicional e seus vícios, entendi que teríamos mais liberdade para defender nossos pontos de vista e agir no sentido de aprimorar o debate político e qualificar a administração pública. Alvorada carece de “novos nomes, novas ideias e novas práticas” no cenário político. Vencida a burocracia, iniciamos há algum tempo a busca de mais apoios e filiados para o PSL, e realizamos nesta semana o lançamento do partido, prestigiado por muitas lideranças. Pretendemos atuar fortemente nas eleições do próximo ano, discutindo os problemas da cidade e apresentando alternativas para resolvê-los. Ouso dizer que teremos muito a contribuir, e não deveremos frustrar os que depositarem em nós suas expectativas. Ao menos estamos bastante motivados para isso.
Tucano
Dilson Pila acaba de assumir a liderança do PSDB de Alvorada. Depois de uma passagem pelo PCdoB, ao qual havia se filiado após desembarcar do PDT, que presidiu por longo tempo, o ex-secretário de Indústria e Comércio pretende organizar a nova sigla para ter papel de destaque em Alvorada, onde os tucanos nunca chegaram a ser protagonistas. Não se descarta que o partido apresente um candidato à prefeitura.
Verdes
Está amadurecendo a ideia de Clóvis Reprise se apresentar como candidato a prefeito pelo Partido Verde, onde ingressou recentemente. Lideranças da sigla se mostram empolgados, citando pesquisas de opinião em que o controverso ex-vereador aparece em boas posições entre os entrevistados que indicaram algum nome. Sabem, entretanto, que pesquisa é um retrato do momento, e que, a um ano da eleição, muita água tem pra rolar, e a esmagadora maioria dos eleitores ainda não tem opinião formada neste momento.
Desfile
O desfile cívico de setembro ficou para outubro. Se sair. Após sucessivos adiamentos, passamos o Dia da Pátria em branco, e só fomos contemplados com o desfile tradicionalista. O discurso oficial, de novo, é a chuva e a enchente, que teria comprometido o planejamento. Mas o fato é que não houve planejamento. Ao menos no tempo hábil. Às portas do mês de setembro ainda não havia calendário de eventos, mesmo se tratando do mês em que a cidade comemorava 50 anos de emancipação. Eventos assim, para bons gestores, seriam pensados com meses de antecedência. Não é o nosso caso.
Mela Jato
O Supremo Tribunal Federal decidiu nesta semana encaminhar parte dos processos da Lava Jato para outras comarcas, como São Paulo e Belo Horizonte, onde alguns dos crimes investigados aconteceram. A decisão esvazia o trabalho do juiz paranaense Sérgio Moro, e foi muito criticada por investigadores da Polícia Federal. O ministro do STF Gilmar Mendes, que votou contra o desmembramento, foi direto: “No fundo, o que se espera é que processos saiam de Curitiba e não tenham a devida sequência em outros lugares. É bom que se diga em português claro.” Ou seja, entendeu que, agora que as investigações se aproximam perigosamente da cúpula petista, está havendo uma manobra jurídica, encabeçada por colegas indicados ao Supremo por Lula e Dilma, para atrasar, ou mesmo inviabilizar, o processo.

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