Segunda-Feira, 21 de Agosto de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Eleições em papel?
O anúncio de que as eleições do ano que vem poderiam ficar sem as urnas eletrônicas por falta de dinheiro, assinado por Dias Toffoli, presidente do TSE, e por Ricardo Lewandowski, presidente do STF, foi um blefe, combinado com o Planalto. Serviu para pressionar o Congresso a aprovar o déficit de R$ 119,9 bilhões nas contas do governo deste ano. E funcionou. O rombo foi autorizado pelos parlamentares, uma insanidade, e com isso Dilma Rousseff se livrou de um processo por infringir a Lei do Orçamento e a de Responsabilidade Fiscal. E, mesmo no vermelho, haverá, enfim, dinheiro para custear as eleições digitais.

Credibilidade

Sou favorável ao voto impresso, ou escrito, como nos países mais desenvolvidos. Sistemas digitais, como já se provou, são facilmente manipuláveis, e sem um papel para poder recontar ou auditar, não há como confiar. Não é à toa que os países mais avançados tecnologicamente ainda insistem em contar os votos manualmente, e evitar os riscos da manipulação digital.

Recadastramento
Com ou sem voto digital, continua o recadastramento biométrico. Todo eleitor alvoradense precisa comparecer no Cartório Eleitoral (rua Viamão, nº 49) para atualizar seus dados, levando identidade, título e comprovante de residência. Se não o fizer até 16 de março, não poderá votar. Por enquanto o movimento tem sido pequeno, mas vai aumentar. Através do site www.tre-rs.jus.br é possível agendar o recadastramento e evitar a fila.

Frase infeliz 1
A vereadora Nadir Machado, em visita à sede do PTB em Brasília, disse que o PT está fazendo uma “péssima administração” em Alvorada, segundo publicado pelo partido. Por aqui, no entanto, integra o governo do Professor Serginho, e garante ao prefeito que está comprometida com a administração, mesmo se apresentando como pré-candidata à prefeitura, inclusive com fortes possibilidades de compor uma chapa de oposição.

Frase infeliz 2
O vereador Gerson Luís e o prefeito Serginho causaram desconforto no público que foi prestigiar a comemoração do 10º aniversário da Società. Convidados para a mesa de honra, fizeram mais discurso político do que homenagens à Casa de Cultura. Gerson fez duras críticas à proposta “demagógica” de redução de salários dos políticos, enquanto Serginho justificou a paralisia da administração pela falta de recursos, e ainda criticou as “fofocas” criadas, segundo ele, para desestabilizar o governo, em referência à declaração da vereadora Nadir sobre sua administração. Erraram na forma, no conteúdo e no momento. O evento não era um ato político, e seus discursos foram considerados muito inoportunos pelos ouvintes.


A estratégia do PT para livrar Dilma Rousseff do impeachment é comparar sua biografia com a de Eduardo Cunha, uma manobra diversionista. O processo não é uma batalha de Cunha contra Dilma. São acusações de crimes de responsabilidade formuladas por juristas. Este é o ponto que precisa ser discutido, e não se o presidente da Câmara tem ou não moral para autorizar a tramitação do processo. Serão todos os parlamentares que votarão sobre a questão, dentro do processo legal previsto na Constituição, o que, portanto, não é uma ofensiva de Cunha, nem muito menos um “golpe”, outra falácia repetida pelos governistas.

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