Segunda-Feira, 27 de Março de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Pausa
O Brasil ficará parado até fevereiro. Dilma na Presidência, Cunha na Câmara, Renan no Senado, Judiciário e Congresso em recesso, e todos seguros e tranquilos em seus postos. Enquanto isso, segue crescendo a inflação e o desemprego, empresas fechando e deixando de gerar riqueza e impostos, o PIB encolhendo, os Estados e municípios fazendo malabarismos para fechar as contas, os serviços públicos implodindo. Dá uma tristeza ver o que está sendo feito com a nossa nação por causa de uma elite política que não tem pudores para “fazer o diabo” para se manter agarrada ao poder.

WhatsApp
O bloqueio do aplicativo de mensagens por algumas horas nesta quinta enfureceu milhões de brasileiros, habituados ou dependentes do WhatsApp. O curioso é que uma juíza tem o poder de, com uma canetada, causar um estrago desses e deixar milhões de pessoas sem comunicação instantaneamente, enquanto continuam os presidiários por todo o país se comunicando livremente, de todas as formas possíveis.

Eleições
O PDT está inclinado a apresentar Valter Slayfer como pré-candidato a prefeito. Mais um nome que engrossa as fileiras dos pretendentes a ocupar a cadeira que muitos acreditam que será deixada vaga pelo Professor Serginho. A avaliação que se faz do cenário eleitoral do próximo ano é de que Serginho tem poucas chances de se reeleger, em razão da percepção muito ruim por parte do eleitorado sobre sua administração. Entretanto a sensação de vitória fácil por parte das oposições, e mesmo de setores que fazem parte do governo mas que flertam com voos solo, poderá se revelar um tanto perigosa. Havendo muitos candidatos de oposição, acabarão por fragmentar os votos dos eleitores que esperam por uma mudança, facilitando a reeleição do atual prefeito. Como não temos segundo turno, o candidato que obtiver a maior votação vence de imediato, mesmo que atinja, por exemplo, apenas 25% dos votos válidos, ou até menos, desde que os demais façam ainda menos do que isso. Com quatro ou cinco candidatos de oposição, a probabilidade de a atual administração se manter por mais quatro anos não é das menores.

No aguardo
Setores do PT avaliam a possibilidade de apresentar outro nome mais competitivo em lugar do Professor Serginho. Um deles é da deputada e ex-prefeita Stela Farias. Ela, no entanto, resiste a correr o risco de uma derrota, o que seria prejudicial às suas pretensões políticas futuras, já que pretende concorrer a deputada federal mais adiante. Contudo, havendo um número maior de candidatos de oposição, sua vitória seria menos difícil de ser alcançada, o que valeria o sacrifício de abdicar da cadeira da Assembleia Legislativa em nome de uma causa do partido, que é não entregar a prefeitura.

Plano C
Em último caso, a depender do vencedor da eleição, não se descarta negociar a entrada no governo dos adversários. Afinal, foi exatamente o que fizeram PTB e PDT logo que perderam a eleição para o PT em 2012. Poucos dias depois do pleito, já estavam acertados, e passaram a compartilhar cargos e nacos do poder. Pouco importa quem está na frente ou atrás do balcão. Todos se servem à vontade. Afinal, quem paga a conta é a sociedade, que parece ter dinheiro à vontade para bancar o frenesi político e partidário regado a dinheiro público.

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