Quinta-Feira, 27 de Julho de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Estreia
Aconteceu ontem a estreia do filme O Maníaco do Facebook, do cineasta alvoradense Evandro Berlesi. A sessão, com comentários do diretor e atores, ocorreu no cinema do Santander Cultural, em Porto Alegre. Este é o quarto longa-metragem da produtora Alvoroço, que já está planejando mais uma produção, a ser gravada neste ano, com locações em Alvorada e atores também daqui, a exemplo dos filmes anteriores, que tiveram participações especiais de nomes como Luana Piovani, Werner Schünemann, Oscar Simch e outros atores de renome nacional. Um belo exemplo de empreendedorismo cultural, que leva adiante seus projetos contra todas as dificuldades, envolve a comunidade e revela talentos, tudo sem qualquer recurso público.

Amigos do rei
Enquanto isso, são gastos dezenas de milhões de reais, através de leis de incentivo e renúncia fiscal, para patrocinar amigos dos poderosos de Brasília que produzem filmes como aquele que conta a trajetória de “Lula, o Filho do Brasil”.

Revolução cultural
Depois das tentativas de incluir temas controversos no currículo das séries iniciais, através do Plano Nacional de Educação, que gerou muita polêmica no ano passado, o governo federal tenta emplacar agora uma reforma radical na educação brasileira através da “Base Nacional Comum Curricular”. Uma verdadeira aberração, que pretende unificar os conteúdos em todo o território nacional (o que seria positivo) mas jogando no lixo a base da educação ocidental contemporânea. Preparam-se para fazer uma verdadeira doutrinação e uma profunda lavagem intelectual na sociedade brasileira, através da escola. Em diferentes áreas do conhecimento haverá mudanças radicais. Por exemplo, na disciplina de História, nada mais se falará sobre Roma e Grécia antigas, os filósofos, a evolução do pensamento através dos diferentes momentos históricos, como a Idade Média, o Iluminismo, a Revolução Industrial... O foco, de acordo com os burocratas petistas do MEC, deverá ser a partir de agora a história indígena brasileira, a influência das culturas africanas e os povos nativos das américas, como incas e outros. Não se critica o aprendizado dessas histórias, importantes na formação do povo brasileiro e latino-americano. Só não se pode jogar a História no lixo. Tudo o que somos hoje, como civilização, se construiu passo a passo através dos tempos. O Direito moderno, as diferentes ciências, as tecnologias, tudo, enfim, veio desse longo caminho, que agora esses malucos querem apagar, como se pretendessem criar uma nova civilização. Nem Mao Tsé-Tung, na revolução cultural comunista chinesa, foi tão audacioso. Nem mesmo a União Soviética, nos seus períodos mais opressores, foi tão longe. Professores, não se calem! Pais, reajam! Cidadãos brasileiros, temos que denunciar e impedir essa insanidade!

Cúmplices
Os vereadores têm sido cobrados pela omissão na fiscalização das ações do Executivo, que é sua função. As contas públicas chegaram à beira da insolvência, salários estão atrasados, e as previsões para este ano não são animadoras. Isso não surgiu num passe de mágica, pegando todos com as calças na mão, mas é consequência de uma sucessão de ações e omissões, ao longo da gestão, que não teve a competência gerencial para administrar os recursos públicos a fim de atender as prioridades do município. Tudo sob as barbas e a conivência dos vereadores.

COMENTÁRIOS ()