Quinta-Feira, 27 de Julho de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Chapa quente
O clima vai esquentar nos próximos dias. Enquanto avançam e se ampliam as investigações sobre as incontáveis formas de corrupção promovidas nos governos de Lula e Dilma, tanto na operação Lava Jato quanto na Acrônimo e na Zelotes, e mais recentemente aquela iniciada pelo Ministério Público de São Paulo, as evidências sobre o envolvimento direto do ex-presidente se multiplicam. O cerco está fechando, e ficando muito apertado. Tanto que o promotor Cássio Conserino, do MP de São Paulo, que investiga o desvio de recursos da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) que teriam beneficiado Lula e sua família, entre outros petistas ilustres, pediu ontem a prisão preventiva do ex-metalúrgico e agora milionário ex-presidente. Segundo o MP, o pedido de prisão preventiva se justifica pela facilidade que Lula teria de fugir do país, "pois sabidamente possui poder de ex-Presidente da República, o que torna sua possibilidade de evasão extremamente simples". O pedido será agora analisado pela Justiça de São Paulo.

Abandonando o navio
Em outra frente, o PMDB percebeu que o governo de Dilma Rousseff já acabou, e prepara o desembarque. No encontro do partido deste sábado, já está definido que haverá uma decisão de um “rompimento informal”, não oficial, mas que na prática significa a mesma coisa. Na quarta de noite, senadores do PMDB jantaram com colegas do PSDB, e as declarações à imprensa ao final do encontro deixaram claro que ambos concordam que “com este governo não dá mais”. Para o PMDB interessa agora acelerar o processo de impeachment no Congresso, porque isso garantiria a posse de Michel Temer como presidente. Caso contrário, teriam que aguardar o resultado do julgamento que corre no STE, que investiga o uso de dinheiro ilegal na campanha da chapa Dilma/Temer. Se comprovadas as irregularidades, a eleição de ambos seria anulada, e o PMDB perderia sua chance de ocupar o primeiro posto do Planalto.

Nas ruas
As manifestações contra o governo de Dilma Rousseff e o PT, e em apoio às investigações em curso, previstas para este domingo, devem aumentar a pressão sobre os parlamentares para que façam a sua parte para tirar o país da grave crise econômica, política e moral criada pela inépcia de Dilma e seu desgoverno. À exceção dos políticos do PT e de partidos satélites, como PCdoB e PSOL, que farão “o diabo” para não serem apeados do poder, cada vez menos lideranças ousam defender publicamente o ex-presidente Lula e a gestão de Dilma. Perceberam que é arriscado demais se posicionar contra a vontade do povo. E contra tantos fatos já conhecidos, e outros tantos por vir, que revelam a podridão que se institucionalizou no governo federal a partir da chegada do PT ao poder.

Na lona
O prefeito Professor Serginho parece ter jogado a toalha. A menos de dez meses do término de seu mandato, deixa a percepção de que não há mais o que fazer pela cidade. Resta contar os dias para ver o que o novo governo poderá fazer. O que o PT não conseguiu realizar em três anos na cidade, não fará agora em menos de um. E segue a cidade se deteriorando, por todos os cantos, para tristeza e desgosto de todos os alvoradenses. Com a crise econômica apertando os cintos da União e do Estado, não há recursos para salvar esta administração. A alternativa é apostar as fichas na mobilização da militância petista, na campanha eleitoral, para tentar o milagre da reeleição.

COMENTÁRIOS ()