Quarta-Feira, 22 de Novembro de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Chicanas
O STF decidiu ontem que as gravações das conversas telefônicas de Lula, divulgadas um dia antes de sua posse como ministro-chefe da Casa Civil, devem ser remetidas àquele tribunal, porque envolvem pessoas com foro privilegiado. Não é o caso do próprio Lula, mas de ministros e da própria Dilma Rousseff. Ainda ficou pendente a decisão se a investigação será fatiada, desmembrando-se e processos que envolvem esses políticos e os cidadãos comuns, como Lula, Estes poderão ainda ter seus casos novamente devolvidos para a Justiça Federal do Paraná, aos cuidados de Sérgio Moro. Ou não. Tudo porque os advogados do PT usam e abusam de todos os recursos possíveis para não deixar avançar qualquer investigação sobre suas falcatruas. Em bom e claro juridiquês, trata-se de desavergonhadas “chicanas”, que em nada ajudam ao interesse da nação. Só a que tem culpa no cartório.

Inversão
O curioso é que os ministros do STF, ao proferirem seus votos, se disseram mais preocupados com a divulgação das conversas do que com seu conteúdo. As tramas entre Lula, Dilma e outros figurões, para driblar a Lava Jato e escapar das investigações, o que é enquadrado na Constituição como crime de obstrução à Justiça, não foram alvo de seus discursos, mas questionaram a audácia de juízes de instâncias inferiores de tomar certas atitudes que entendem que seriam prerrogativas do Supremo. A forma ficou mais importante que o conteúdo. O rito legal e processual é prioritário em relação aos conchavos, feitos nas sombras, que põem em risco a consolidação da democracia, da ética e da moralidade, que tanto a nação brasileira necessita, e implora. É nessas situações que fica sempre de novo tão evidente o absurdo que é o tal de foro privilegiado.

Dane-se
Na frente política, Dilma Rousseff não tem tido qualquer pudor em usar e abusar da máquina pública e dos recursos da União para comprar votos contra o impeachment. O balcão de negócios, com Lula liderando as barganhas, está movimentado. Milhões estão sendo prometidos em emendas parlamentares a deputados que aceitem votar contra o afastamento de Dilma, ou mesmo se ausentar da votação para que a oposição não consiga os votos suficientes. Os cargos deixados pelo PMDB após o desembarque do governo viraram moeda de troca. Ministros estão sendo indicados não por suas capacidades gerenciais, mas pela mera necessidade de Dilma se manter no poder. O Brasil que se dane.

Prioridades
Enquanto isso, segue o PIB encolhendo, a indústria regredindo, o comércio fechando vagas... e a turminha do PT continua maquiando os dados, quebrando as contas do governo, cortando investimentos na Educação da “Pátria Educadora”... Ontem foi anunciado mais um corte de R$ 6 bilhões da educação e da saúde. Mas dinheiro para distribuir entre parlamentares para manterem Dilma em seu trono, ah, isso não falta.

Saia justa
O vereador Schumacher, que no último instante desistiu de ir para o PMDB, como vinha anunciando há meses, e ficar no PT, alegou que não era hora de abandonar seu partido. Entendeu que precisava reforçar os discursos em defesa de Dilma, Lula e de todos os envolvidos na investigação do maior esquema de corrupção da História. Vai ter trabalho para se explicar aos cidadãos comuns durante a campanha.

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