Sexta-Feira, 22 de Setembro de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Obviedades
O prefeito Serginho revelou nesta semana o que já tinha sido constatado há certo tempo nos bastidores do PT de Alvorada: sua reeleição é dada como inviável, em razão da avaliação muito ruim que os alvoradenses fazem de sua gestão. Somada a isso, a crescente rejeição ao Partido dos Trabalhadores que se verifica em todo o país, em razão das incessantes revelações dos esquemas de corrupção promovidos no governo federal, aumenta a dificuldade de a sigla permanecer no comando da prefeitura de Alvorada.

Alternativas
A saída está sendo buscar um nome com maior potencial eleitoral, e por isso a deputada e ex-prefeita Stela Farias já vinha sendo sondada para salvar as pretensões do partido de permanecer no poder. Pela mesma razão, o vereador Schumacher desistiu no último instante de migrar para o PMDB, porque recebeu bons argumentos para permanecer no PT, inclusive a possibilidade de concorrer a prefeito pela sigla, seu antigo sonho. Serginho afirmou que abriria mão em favor de Stela em nome de um “projeto maior”, que pode ser entendido pelo desejo de o partido manter-se no poder. Já Schumacher, diplomaticamente, afirmou que se Stela for a candidata, ele dará todo o seu apoio e não disputará com ela a vaga de candidato a prefeito. Mas caso ela não queira, propõe-se a disputar a indicação com Serginho.

Riscos
Stela está confortável em seu mandato de deputada estadual, e correr os riscos de enfrentar uma eleição municipal, com a possibilidade de mais uma derrota como a que ocorreu em 2008, quando tentou evitar a reeleição do ex-prefeito Brum, não estava em seus planos. Entretanto, na iminência de o partido perder o comando da prefeitura, o que desalojaria centenas de cargos de confiança indicados pela sigla e seus aliados, ela avalia enfrentar a disputa e eventualmente comprometer sua carreira política em nome daquele “projeto maior” do PT. Até porque não teria muito a perder, além de certo capital político. No caso de uma eventual vitória, poderia renunciar ao mandato em 2018 para concorrer novamente nas eleições legislativas, tanto a deputada estadual, mais uma vez, ou a federal, para o que vem se preparando. Bastaria agora escolher um nome de confiança do partido para a vaga de vice-prefeito, que assumiria o restante do mandato. E no caso de uma derrota, nada mudaria em suas pretensões, porque continuaria em seu mandato de deputada estadual até as próximas eleições. A decisão do nome do PT para a campanha deste ano, portanto, está nas mãos de Stela Farias, e depende de como ela pretende conduzir sua própria carreira política.

Prioridades
A conclusão de todo este raciocínio não foge à regra do que acontece em boa parte do ambiente político brasileiro. Os interesses pessoais dos políticos e os projetos de poder de seus partidos vêm antes dos interesses da sociedade que estes políticos dizem representar.

Pelas beiradas
Enquanto o PT não se decide, como também os outros partidos tradicionais da cidade, que não sabem se são governo ou oposição, ou ambos, o Democratas vem trabalhando, há meses, de maneira consistente para apresentar um nome competitivo e que represente a renovação do quadro político que a cidade espera. O pré-candidato Douglas Martello vem angariando importantes apoios, tanto em filiações quanto de outros partidos que vêm se juntando em torno de seu projeto. Tem potencial para causar surpresas nesta campanha.

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