Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Esqueletos
À medida em que o governo de Michel Temer vai tomando conhecimento da verdadeira herança deixada por Dilma Rousseff, os números não param de crescer. O orçamento da União para este ano, enviado por Dilma no ano passado para ser aprovado pelo Congresso, previa um superávit de cerca de 20 bilhões de reais nas contas públicas. Na semana em que ela foi afastada pelos senadores, já se dizia que na verdade haveria um déficit de mais de 50 bilhões. E esse número foi crescendo com o passar dos dias, conforme a nova equipe foi sendo instalada e começava a vasculhar os números em todas as áreas. Ontem já era estimado um rombo de mais de 200 bilhões!

Sem mágica
Consultores do banco Bradesco estimam que a cifra deverá chegar a 260 bilhões de reais. Ou seja, Dilma Rousseff vinha gastando o que podia e o que não podia, sem qualquer controle ou responsabilidade, com o intuito de distribuir bondades para se garantir no poder. Como todos sabemos, não funcionou. Mas a conta ficou. E quem vai pagar, mais uma vez, somos todos nós. O governo de Michel Temer não terá alternativa senão cancelar gastos já assumidos e talvez até ressuscitar a “non grata” CPMF, ou mesmo aumentar a CIDE, contribuição sobre os combustíveis, para poder chegar ao final do ano mantendo um mínimo de serviços públicos em funcionamento.

Alma do negócio
A irresponsabilidade da ex-presidente petista era tanta que chegou a gastar, até o mês de abril, toda a verba destinada para propaganda oficial para o ano de 2016, pretendendo irrigar os meios de comunicação com quantias generosas e influir na opinião pública. Parece que também não funcionou. Mas a SECOM, secretaria de comunicação da Presidência, não tem mais dinheiro para falar à população das iniciativas de Michel Temer a partir de agora. O governo estuda medidas para reverter a situação.

Diz aí
A ministra Rosa Weber, do STF, pediu que Dilma se explique por repetir o termo "golpe" quando se refere ao processo de impeachment. O Supremo garantiu a legalidade do processo, assim como todas as instituições oficiais brasileiras e os mais diversos governos do planeta, como Argentina, EUA e Alemanha, entre outros. Fora os bolivarianos, claro. Insistir na tese do golpe é mais do que um insulto às instituições e à sociedade brasileira.

Novos rumos
O novo ministro das Relações Exteriores, José Serra, afirmou que a diplomacia brasileira não vai mais servir a interesses de um partido, como era sob o petismo. Adeus, bolivarianismo.

Defenestrados
Milhares de petistas entranhados em toda a máquina pública federal estão sendo exonerados. Encontrarão vagas no Pronatec? Ou incharão as prefeituras ainda comandadas pelo partido?

Fechando o cerco
Sergio Moro condenou José Dirceu a 21 anos de prisão pelos crimes apurados na Lava Jato, sem direito a recurso em liberdade. Mas disse que ele não era o chefe da quadrilha. Ou seja, deu a entender que o chefe ainda está para ser pego. Lula não deve estar dormindo bem.

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