Quarta-Feira, 24 de Maio de 2017 |

Colunista


Entre Linhas


Werner Pfluck


wernerpfluck@hotmail.com


Enchentes
Na próxima quarta, 08, haverá uma audiência pública, promovida pela Metroplan, para tratar das obras que estão sendo realizadas para contenção das enchentes em Alvorada, em especial na Vila Americana. O início está programado para as 19h, no Salão Nobre da prefeitura.

Mais do mesmo
Já se vão algumas décadas em que este tema vem à tona, mas nada de concreto foi apresentado ainda. Com a chegada de mais um inverno, quando os efeitos dos alagamentos são ainda mais dramáticos, e principalmente pela proximidade das eleições, muitos políticos deverão, de novo, se apresentar como críticos da inércia de todos os governos que não fizeram nada até agora, e ao mesmo tempo, garantirão as soluções definitivas para o problema.

Discursos
A Metrolpan dirá que estão em andamentos os estudos sobre o dique, o que já vem sendo repetido há muitos meses, enquanto a prefeitura usa o argumento da falta de recursos próprios e de iniciativa dos municípios vizinhos para resolver a questão de forma conjunta, além da justificativa da falta de repasses do governo federal. E enquanto futuros candidatos a vereador e prefeito usarão o encontro como palanque para antecipar suas campanhas, a tendência é que chegaremos a mais um inverno em que milhares de pessoas, outra vez, terão que abandonar suas casas, tomadas pelas águas geladas e imundas do Arroio Feijó.

PT às escuras
Muita água ainda vai rolar até que seja definido o cenário eleitoral de Alvorada. A começar pelo PT, que não sabe o que fazer para tentar manter o comando da prefeitura. Tivesse o atual prefeito realizado uma gestão com um mínimo de aprovação popular, sua candidatura à reeleição seria natural e inquestionável. Mas não é o que ocorre. Tanto que ainda há várias possibilidades sobre a mesa, como a volta de Stela Farias, que teria maior potencial eleitoral, ou a capitulação do partido para o vereador Schumacher, que provavelmente também traria mais votos que Serginho. Até mesmo a opção de oferecer a cabeça da chapa para outro partido está sendo cogitada. E isso tudo considerando que não seja cassado o registro do PT, possibilidade cada vez mais factível com a proximidade do julgamento das contas da campanha de 2014 de Dilma Rousseff pelo TSE. Como não param de chegar denúncias de uso de dinheiro roubado na campanha da petista, se o TSE seguir a legislação à risca, o Partido dos Trabalhadores deverá deixar de fazer parte do rol das trinta e tantas legendas brasileiras.

Babel
Nas outras siglas, com poucas exceções, o cenário não é diferente. PDT está rachado, porque se apresentaram dois pré-candidatos. Difícil reunificar a militância depois de ser definido o escolhido, especialmente se ele acabar compondo com outra sigla, ocupando a vaga de vice. No PTB não está havendo muita empolgação em torno da pré-candidata, sobre quem também há dúvidas se manterá a candidatura ou negociará igualmente a vaga de vice com algum partido mais estruturado. O PSOL afirma que terá candidato próprio, mesmo sabendo de sua improvável viabilidade eleitoral. Mas em razão de sua determinação de não fazer alianças ou coligações, levará a ideia adiante, ainda que apenas para facilitar a eleição de um vereador pela legenda. O Democratas, fugindo à regra, há mais de um ano definiu sua posição, e vem trabalhando de forma unificada em torno de um nome, com o propósito de mudar a cultura política de Alvorada.

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