Sexta-Feira, 22 de Setembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


As Pontes do Guaíba

A atual Ponte do Guaíba foi inaugurada em 1958, pelo governador Leonel Brizola, sendo, na época, de uma engenharia avançada que permitia o levantamento de uma estrutura de 400 toneladas de peso e 58 metros de extensão, possibilitando que os grandes navios chegassem ao Cais do Porto, com grande movimentação de mercadorias naquele tempo.

Passados quase 60 anos, o terminal de cargas foi desativado, porém as embarcações, em menor número, continuam passando embaixo da ponte, em direção ao Porto de Rio Grande ou ao interior do Estado.

A Ponte Getúlio Vargas já sofreu inúmeras reformas que causaram enormes transtornos ao trânsito, inclusive com alguns acidentes que afetaram o mecanismo de levantamento da estrutura móvel, mas que continua em funcionamento, sendo içada dezenas de vezes a cada ano.

Sendo a única saída terrestre para a Região Sul do Estado convergem para seus acessos veículos provenientes de diversas localidades, com constantes bloqueios do trânsito devido à operação de içamento do vão móvel.

A nova ponte já apresenta algumas estruturas de suas fundações e alicerces, mas parou devido à falta de recursos federais para conclusão da obra, que se arrasta por anos, com prejuízos para a economia do Rio Grande do Sul e à mobilidade urbana da Região Metropolitana.

A obra milionária já deveria estar pronta, sendo promessa de diversos candidatos à Presidência do Brasil, os quais não executam a obra, nem tampouco repassam recursos para o Estado ou ao município para conseguirem concluir uma alternativa, mais moderna, para a passagem dos navios e termos mais uma saída de Porto Alegre.

Quem passa nas proximidades da ponte pode observar o esqueleto de uma obra que representa o descaso e o desperdício do dinheiro público, como monumento à incompetência de sucessivos governos, os quais ignoram a necessidade de novas alternativas para melhorar o trânsito caótico da região.

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