Terça-Feira, 25 de Abril de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Mais uma adolescente morre

Infelizmente mais um assassinato bárbaro ocorreu em Porto Alegre, repetindo 17 tiros disparados contra outra vítima que estava prestes a completar 18 anos, com requinte de atropelarem a adolescente e arrastarem seu corpo sem vida pela rua que divide os bairros Menino Deus e Cidade Baixa.

Uma cena de violência captada pelas lentes de uma câmera da rua, mostrando a sequência da ação dos assassinos, os quais chegaram num veículo escuro, desceram, efetuaram os disparos contra a adolescente, assustando os moradores pelo barulho dos tiros.

Depois de embarcarem no carro e dando ré, passaram sobre o corpo, que ficou preso no veículo e foi arrastado pela rua Barão do Gravataí por uma quadra, restando um rastro de sangue como prova da barbárie.

Novamente não está clara a motivação do crime, assim como não ficou esclarecida a do assassinato ocorrido no Aeroporto Salgado Filho, sendo cogitada a mesma razão: envolvimento com tráfico de drogas, sendo o adolescente morador da Vila Bom Jesus e a menina moradora do Morro Santa Tereza.

Ambos os locais são conhecidos como espaços dominados pelos traficantes de drogas na Capital gaúcha, havendo mortes, decorrentes da disputa entre os grupos rivais, pelo controle da distribuição de drogas na cidade.

Um agravante é o fato de existirem dois batalhões de policiamento a poucas quadras do local do crime, com relatos dos moradores de que são comuns roubos no comércio da rua e a falta de policiamento naquela região da cidade.

A criminalidade não diminui em nossas cidades, aumenta em número e nível de violência, espalhando-se por todos os espaços, faltando estrutura policial para coibir as ações dos criminosos, os quais se mostram cada vez mais audaciosos.

Assim vivemos em situação de insegurança pública pela falta de efetivo e viaturas nas ruas, com ocupação desordenada dos espaços das cidades com residências irregulares e domínio dos grupos criminosos das regiões mais abandonadas pelas ações do poder público.

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