Terça-Feira, 25 de Abril de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Ranchos cada dia mais caros

Cada ida ao supermercado nos últimos meses tem causado a impressão de que nosso dinheiro perde o valor a cada dia, pois gastamos o mesmo valor e cada vez menos itens são colocados nos carros de compras.

Houve um aumento significativo de todos os itens de alimentação, sendo possível verificar que as famílias estão diminuindo as quantidades e a qualidade dos produtos, comprando os mais acessíveis.

A mudança de hábitos pode ser notada pela diminuição dos ranchos, pois não se visualiza mais ranchos em mais de um carro de supermercado, sendo cortados diversos itens desnecessários.

A simples observação dos estabelecimentos mostra corredores vazios e diminuição das marcas oferecidas, sendo comum o oferecimento de produtos em oferta com prazos de validade quase vencidas.

As famílias precisam alterar seus hábitos de compra, mudando constantemente de produtos, sempre na busca do mais barato e acessível á renda familiar, precisando fazer verdadeiros malabarismos para manter o orçamento doméstico equilibrado.

Com essa crise da economia de nosso país, a variedade da alimentação diminuiu, sendo comum a compra dos mesmos produtos, mas em quantidades cada vez menores, com surgimento de novos hábitos de alimentação.

Até mesmo o hábito de churrascos nos domingos tem diminuído, pois a carne é um item de elevado custo na rotina alimentar, com aumento do consumo de frango e seus derivados, pelo preço mais acessível.

Para piorar não temos notícia de melhoria no poder de compra das pessoas, pois além de não haver aumentos salariais significativos, há um elevado número de desempregados e instabilidade da economia nacional.

Outro aspecto a considerar é que a moeda brasileira tem sofrido uma desvalorização constante, com uma elevação de impostos em todos os níveis, o que contribui para que não tenhamos perspectivas de melhorias no curto prazo.

A tendência é que os ranchos passem a ser feitos em carrinhos pequenos e cestos, com o desaparecimento dos enormes carros de compras que a cada final do mês eram abarrotados de produtos para serem consumidos pelas famílias.

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