Quinta-Feira, 21 de Setembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com

(Foto: )


Brigada Militar completa 179 anos

A instituição policial que nasceu no dia 18 de novembro de 1835 e chega aos seus 179 anos com uma estrutura que se espalha por todas as regiões de nosso Estado, apresenta uma defasagem de mais de 60% do efetivo, não tendo a reposição necessária de pessoal, sem nunca ter chegado à totalidade do efetivo previsto para combater a criminalidade.

Historicamente a Brigada Militar desempenhou um papel importante nos mais diversos acontecimentos do Rio Grande do Sul e do Brasil, porém depois da mudança em suas atribuições a partir dos anos 1960, deixou de participar de ações bélicas na condição de um exército estadual e passou a trabalhar nas ações de policiamento, garantindo a segurança pública nas cidades gaúchas.

A missão constitucional de prevenção à prática de crimes e suas consequências necessita de pessoal em número suficiente para policiar ruas, guarnecer estabelecimentos prisionais e prédios públicos, encaminhar presos para delegacias, atender acidentes de trânsito, combater roubos e muitos outros afazeres.

Os seguidos governos estaduais investem em viaturas e equipamentos, porém não inserem a inclusão de novos policiais como prioridade, sem existir um plano de completamento de efetivo, para repor aqueles que saem da instituição pelos mais diversos motivos, entre eles, novos empregos, reserva, invalidez e mortes por acidentes ou doenças.

Todos reconhecem a importância da Brigada Militar para a sociedade, sabem da necessidade de existirem policiais em cada espaço das cidades, entidades e instituições realizam eventos e homenagens, mas não tem a menor cerimônia ao culpar a instituição pelo caos na segurança pública.

Parabéns aos integrantes da Brigada Militar pelos 179 anos da instituição, heróis que arriscam suas vidas para proteger a sociedade, enfrentando diversos problemas, mas que continuam levando presos para delegacias sem vagas, mantendo custódias nas viaturas, recebendo salários parcelados, usando equipamentos vencidos e viaturas com manutenção defasada e vendo os mesmos criminosos voltarem a praticar novos crimes.

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