Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


A atuação da Brigada Militar, durante a Operação Golfinho, na prevenção aos afogamentos no Litoral é importante por evitar mortes no veraneio de mais de 3 milhões de pessoas.
Há uma migração do restante do Rio Grande do Sul e de outros países para o Litoral, onde as cidades não comportam o grande número de pessoas e veículos que passam a frequentar as ruas e estradas, com grandes congestionamentos e muitos acidentes.
Mas no que se refere ao afogamento, nossos veranistas tem experimentado uma sensação de segurança, pois os salva-vidas, com uso de apitos, evitam que muitos venham a ter que ser resgatados das águas.
Relatos de pessoas que passaram pela experiência de enfrentar o mar ou rios mostram que conhecer o medo da morte é algo inesquecível. Para aqueles que salvaram fica na memória o conhecimento do medo de falhar ou vir a perder a vida na tentativa de salvar outros.
Recentemente estive na Barra do Chuí, onde aconteceram algumas atividades do Brigada Orienta na Operação Golfinho, vindo a estar novamente na desembocadura do Arroio Chuí, local muito bonito, mas que devido à construção de molhes para deter o avanço do mar, criou um espaço perigoso para quem se aventura no mar.
Mas o que me causou maior tristeza foi saber que num 24 de dezembro, há muitos anos, morria naquele local o pai de um dos brigadianos que trabalham na Operação Golfinho.
O relato dele dizendo que seu pai, um salva-vidas, mergulhou naquele local para salvar três pessoas, vindo a salvar duas vidas, porém na terceira tentativa, morreu afogado, sendo encontrado somente três dias depois.
Fiquei emocionado, olhando aquele homem a minha frente, que depois da morte do pai continuou trabalhando na difícil tarefa de salvar vidas, dedicando sua vida a trabalhar pelo outro.
Certamente o ato heróico do pai inspirou o filho a dedicar-se ao trabalho policial de preservação da vida, atuando na prevenção, orientando crianças e adultos a não se aventurarem nos locais perigosos, afinal por existirem pessoas irresponsáveis é que perdemos este herói brigadiano.

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