Sábado, 18 de Novembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Contas públicas não fecham

Os pacotes legislativos que estão sendo votados, tanto em âmbito nacional, como estadual, tem como centro o desequilíbrio das contas públicas, com receitas que não conseguem cobrir as despesas dos governos, com rombos cada vez maiores em todas as estruturas governamentais.
A reforma da previdência, em nível nacional, está centrada no aumento do tempo de serviço de todos os trabalhadores, que deverão permanecer na atividade laboral até atingirem uma idade avançada, com diminuição da força física e raciocínio mais lento, mas não mexem nos privilégios de aposentadorias de pequenos grupos privilegiados.

Um corte dos investimentos por vinte anos está sendo colocado como solução da economia nacional, com congelamento de despesas em diversas áreas essenciais, numa tentativa de equilibrar o orçamento da União, porém sem apontar para cortes de vantagens de castas do serviço público.

No nível estadual um pacote de reformas da máquina pública que mexe com diversos direitos dos servidores estaduais e extinção de inúmeras estruturas da administração pública, com projetos enviados para a análise dos deputados com pouco tempo e no atropelo do final do ano legislativo.
Enquanto em Brasília os parlamentares aprovam inúmeros projetos desfavoráveis à população brasileira, pois não houve nenhuma consulta popular, com as modificações sendo gestadas por grupos que não conhecem a realidade dos trabalhadores, nem imaginam o que custa para as pessoas perderem toda sua juventude trabalhando e quando chegarem à velhice não terão direito ao merecido descanso.

Por aqui equipes governamentais entendem que para resolver o problema orçamentário precisam mexer em direitos mínimos dos servidores, extinguir estruturas que representam uma ínfima parte do orçamento estadual, mas não apresentam nenhuma proposta para sonegação fiscal e mudanças na legislação das isenções tributárias.

Num erro de avaliação colocaram os servidores do Executivo na condição de culpados pela crise estadual, como se brigadianos e professoras, com cortes em seus “altos salários” pudessem melhorar a economia gaúcha.

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