Quinta-Feira, 19 de Outubro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Guerra diária nas nossas ruas

O número de mortos nas rebeliões pelo Brasil afora, nos últimos dias atingem centenas de mortos, com uma enorme exposição na mídia, destacando cada rebelião, mostrando os detalhes das prisões, numa crescente violência no sistema carcerário brasileiro.
A luta pelo domínio dentro das cadeias entre as facções criminosas resulta na morte de opositores, neste novo capítulo da violência brasileira, de forma trágica e com crueldade para tirar a vida das lideranças, visando dominar tudo que acontece atrás das grades.
Mas o que não se expõe e não se comenta é que neste mesmo período tivemos, somente no Rio Grande do Sul, um número semelhante de mortes decorrentes de homicídios e latrocínios, mostrando que a violência urbana tem a mesma intensidade daquela que aparece no interior do sistema carcerário.
Somos expectadores de uma guerra diária, com inúmeras mortes, ataques a qualquer pessoa, sem nenhum critério ou lógica, o crime violento aumenta diariamente, os requintes da crueldade também, com esquartejamentos, execuções e assassinatos bizarros em nossas ruas.
O sistema de segurança está obsoleto, pois não temos novidades no combate ao crime, porque diminuiu o número de policiais nas ruas, devido à politicas públicas que não priorizam a segurança, enquanto faltam vagas nas delegacias e nas cadeias.
O Judiciário também tem sua parcela de responsabilidade, por não conseguir fazer cumprir as penas e a progressão dentro do regime prisional, o que acarreta a impunidade, pois muitos que deveriam estar presos, não ficam, enquanto que os que deveriam já estar libertos, continuam dentro do sistema.
A guerra urbana continua avançando, porém não tem destaque devido a ser uma normalidade, sem impactar a sociedade, que se acostumou a viver sob tensão, mas que se surpreende quando morrem criminosos, mas não se comove com as mortes no seu cotidiano.

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