Terça-Feira, 28 de Março de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


20 anos depois

Em 1997 aconteceu a primeira greve da Brigada Militar, quando os brigadianos saíram às ruas para pedir o retorno de vantagens salariais retiradas pelos governos da época, além de mostrarem descontentamento com a situação de equipamentos e armamentos que não eram adequados para a realização do serviço policial com segurança para os servidores.

Passados 20 anos a situação da Brigada Militar atualmente continua com enormes carências de efetivo e equipamentos, salários defasados e projetos em tramitação retirando vantagens dos brigadianos, tendo ainda a realidade de recebimento de salários parcelados e cada vez menos policiais nas ruas.

A violência aumentando com homicídios ocorrendo em quantidades absurdas, assaltos às agências bancárias com uso de escudos humanos, explosões de caixas eletrônicos e incêndios em viaturas acontecem no Rio Grande do Sul com a polícia trabalhando normalmente.

Enquanto isso, no Espírito Santo, por motivos salariais, acontece uma greve de enormes proporções, com retirada de efetivos das ruas, policiais militares aquartelados e familiares impedindo a saída de viaturas, aumentando significativamente a violência nas cidades capixabas.

As cenas de saques e depredações de lojas, supermercados e outros estabelecimentos mostram o caos instalado nas ruas de Vitória e cidades vizinhas, pois além de criminosos, muitos cidadãos ordeiros estão participando dos ataques, aproveitando a ausência da polícia militar para levarem eletrodomésticos e outros objetos em seus veículos.

Por aqui temos o caos no sistema prisional e descontentamento dos brigadianos com a situação salarial e falta de estrutura para desempenhar suas atividades, somando-se a isso a possibilidade de mudanças na carreira e nas vantagens salariais que tramitam na Assembleia Legislativa, encaminhadas pelo governo estadual.

A possibilidade de termos em breve outras polícias militares paralisando é muito grande, podendo repetir o ocorrido em 1997 quando vários Estados tiveram greves de policiais e bombeiros militares, com a diferença de que agora o nível de criminalidade é muito superior.

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