Terça-Feira, 28 de Março de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Perdendo o emprego

Uma das piores situações que um trabalhador pode enfrentar é a perda do emprego, o que ultimamente atingiu mais de 12 milhões de pessoas, mas que reflete na vida de todos os familiares que dependem da renda de quem é demitido.

A estrutura econômica de uma família baseia-se no que entra de valores recebidos pelos seus integrantes, os quais se organizam para gastarem adquirindo alimentação, bens, com prestações num longo prazo, e pagando custos com transporte, saúde e educação, entre outras despesas.

Porém quando acontece a demissão todo o planejamento com as despesas acaba, chega à desestruturação econômica, com perda de crédito e de bens, numa corrente de desespero e falta de opções para conseguir quitar as dívidas contraídas.

A instabilidade da manutenção do emprego leva os funcionários a submeterem-se a todo tipo de imposição dos empregadores, muitas vezes, extrapolando a carga horária, deixando de tirar férias, aceitando redução de salário para que fiquem empregados, sujeitando-se a tudo para sustentarem suas famílias.

De outro lado, os empregadores podem escolher quem mantém no trabalho, emitir regras de produtividade, cobrar além do que cabe à função desempenhada, reduzindo ou cortando direitos dos empregados, visando também evitar o fechamento das empresas que perderam incentivos governamentais.

O pior de tudo é ver famílias que passam, repentinamente, a não ter dinheiro para suas necessidades básicas, atrasam suas contas, sendo ainda comuns surgirem doenças decorrentes de toda a situação, desesperadora, de pessoas que não conseguem um novo emprego.

Perder o emprego e não conseguir um novo é a situação de milhões de brasileiros, os quais, infelizmente, não tem perspectiva de mudanças do cenário econômico, que a cada dia vemos piorar, devido a inúmeros desacertos de seguidos governos, ineficazes em melhorar a economia nacional.

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