Segunda-Feira, 24 de Julho de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Três bilhões de dólares de propina

Conforme divulgação de dados das investigações da Operação Lava Jato, envolvendo a Odebrecht, a empresa pagou, através de seu setor de operações estruturadas, em propinas e caixa dois a importância de três bilhões de dólares para políticos, governos e partidos no período de 2006 a 2014, para obter vantagens em diversos negócios envolvendo o poder público e a empresa.

Em todas as eleições ocorridas neste período a Odebrecht investiu pesado em campanhas, tanto de forma legal, como ilegal, para que conseguisse ter o maior número de apoiadores em suas intenções de construir as inúmeras obras públicas, tanto no Brasil, como no Exterior, obtendo diversos financiamentos públicos para recuperar os investimentos.

No período de 2006 a 2014, a Odebrecht teve um crescimento patrimonial de 565%, passando de 2,6 bilhões de dólares para 17,3 bilhões de dólares em patrimônio, numa evidente vantagem econômica da empresa, pois expandiu seus negócios no Brasil e em diversos países, sempre com apoio governamental.

Nossos políticos são altamente vendáveis, pois quando todos os ex-presidentes vivos estão denunciados por corrupção no desenrolar da Operação Lava Jato, com ligação direta com os proprietários da Odebrecht, obtendo diversas vantagens envolvendo seus partidos e aliados, claramente temos a noção da queda da ética na política brasileira.

O presidente Temer só não foi denunciado por estar ocupando o cargo máximo do país, pois nesta situação tem a prerrogativa de ficar imune às denúncias por atos praticados fora de seu mandato presidencial, mas também tem seu nome citado nas delações dos presos na Operação Lava Jato.

Três bilhões de dólares foram desviados e poderiam ter sido utilizados para tantas necessidades de nosso povo, construir hospitais, colocar esgoto em tantas cidades, pavimentar e duplicar rodovias e quem sabe erguer escolas nos nossos municípios.

Porém o que tivemos foi o investimento em obras inúteis para as futuras gerações, como as dezenas de estádios e estruturas esportivas que não estão sendo usadas, algumas sendo entregues como mimos para governantes, agrados de milhões de reais para ganhar bilhões de dólares.

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