Sábado, 23 de Setembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Fim das cartas

Antigamente, coisa de três décadas atrás, a correspondência entre as pessoas era feita através de cartas, folhas pautadas manuscritas com letras caprichadas, que depois de eram dobradas e colocadas em envelopes para chegarem aos destinatários.

Outros tempos, quando a espera podia demorar vários dias, até semanas, para receber as respostas de perguntas sobre saúde, negócios e cotidiano de familiares e amigos. Os telefones eram artigos de luxo, acessíveis a poucos, assim a carta era o meio de comunicação mais usado pela maioria das pessoas, sendo comuns filas nas agências para compra de selos e despachos dos envelopes.

Quando a notícia fosse urgente recorria-se ao telegrama, onde as notícias importantes eram transmitidas em textos curtos, que traziam fatos graves, alegres ou tristes, de nosso círculo de amizades. Nascimentos, mortes, aniversários, festas, cirurgias tinham no telegrama a transmissão para os que deveriam saber urgentemente, o que levava semanas numa carta, chegava em horas no telegrama.

Assim a existência de uma estatal para cuidar do imenso volume de correspondência pessoal era necessária e essencial para os brasileiros, portanto a Empresa de Correios e Telégrafos – ECT, ou simplesmente, os Correios, tinham agências e representatividade em todos os recantos do território nacional.

Além da correspondência pessoal, toda a documentação comercial e estatal chegava à população pelas mãos dos carteiros, que percorriam as ruas das cidades, distribuindo carnês, contas e comunicados, tudo em papel, nas caixas postais das residências.

O tempo passou e a internet chegou trazendo a instantaneidade das informações, primeiro com chats de conversação e e-mails, em seguida apareceu o Orkut, depois o Facebook e atualmente temos o Instagram e Whatsapp, com a possibilidade real de tudo ser obsoleto em pouco tempo.

Novas ferramentas para transmitir ideias, recados, documentos, sem a necessidade do físico, tudo no ambiente virtual, assim toda estrutura dos Correios passa a ser questionada, inclusive sendo cogitada sua extinção, da mesma forma como chegaram ao fim as cartas e telegramas, talvez a ECT também venha a ser só uma lembrança para os brasileiros.

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