Sábado, 18 de Novembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Como destruir seu carro

A frota de veículos, que circula no espaço urbano, deveria ter uma estrutura viária com excelentes condições de trafegabilidade, pois o tanto que é arrecadado para essa finalidade, através de impostos, permitiria investimentos no sistema viário das cidades, porém não é o que se observa ao trafegar nas ruas.

Além de asfalto de qualidade ruim, que se desmancha com a passagem dos veículos, formando buracos e desníveis, faltam placas de sinalização e orientação para os motoristas, há diversas obras inacabadas que dificultam a circulação, transporte público deficiente e uma engenharia de trânsito caótica.

As vias urbanas que deveriam permitir o fluxo tranquilo dos veículos, não são adequadas, com pistas insuficientes para fazer frente ao volume da frota, parando totalmente quando acontecem acidentes, pois não existem opções para desviar o trânsito pela falta de planejamento urbano.

A colocação de sinaleiras de forma aleatória, sem estudos referentes ao fluxo, algumas sobrepostas, assim instrumentos que deveriam auxiliar a fluidez, tornam-se barreiras trancando veículos e pedestres.

Veículos com problemas nas suspensões, estragadas pela passagem em crateras, desníveis e outros obstáculos pela falta de manutenção das ruas, problemas mecânicos pelos engarrafamentos que acontecem em todos os horários e frequentes alagamentos que podem causar outros danos.

Placas dos veículos perdidas, pneus danificados, latarias com amassamentos, tudo ocorre pelas vias inadequadas, com seus canteiros, calçadas e cordões sem padrão de construção, falta de espaços para estacionamentos nas ruas e uma enorme gama de problemas que dificultam a circulação nas vias urbanas.

As oficinas mecânicas, borracharias, lojas de autopeças e pneus agradecem pela destruição dos veículos proporcionada pelo sistema viário urbano, que só tende a tornar-se cada vez pior, pois as vias não tem manutenção, sofrem reformas parciais e são inauguradas sem apresentarem todas as condições ideais para o tráfego de veículos e circulação de pedestres.

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