Sábado, 22 de Julho de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Dilúvio no Rio Grande do Sul

As chuvas que caem incessantemente no Rio Grande do Sul estão causando inúmeras enchentes em diversos municípios gaúchos, com cenas de cidades submersas e pessoas sem terem para onde ir, permanecendo por muitos dias em abrigos e ginásios, com alguns pertences e sem perspectiva de melhores dias em suas vidas.

O acúmulo das águas em todas as depressões, sejam naturais ou decorrentes da urbanização e abertura de estradas, forma um cenário de imensos lagos que se estendem por diversas regiões, isolando cidades e comunidades, destruindo plantações e acabando com economias regionais.

As dificuldades decorrentes de tantos dias com chuvas acumulam-se, com estragos em leitos de rodovias, estradas e ruas, o que prejudica a circulação de mercadorias, aumenta o risco de acidentes e mortes, sendo que todas as perdas não serão recuperadas, devido à crise econômica em nosso Estado.

Outro aspecto que deve ser lembrado é o aumento das doenças respiratórias, decorrente da queda da temperatura e umidade, além do risco de transmissão de outras doenças pela falta de condições de saneamento básico, aumentando o risco de epidemias pelos municípios e regiões.

A previsão de mais chuvas pelas próximas semanas só faz aumentar o risco de desabamentos, deslizamentos e inundações em mais cidades, ocorrendo a elevação de rios, prejudicando muitas famílias que, devido a falta de opções de moradia, retornam sempre para as regiões que alagam por ocasiões das chuvas.

Vivemos esta rotina anual de todos os invernos serem chuvosos, com a repetição dos mesmos problemas, falta de estrutura de prevenção para que as mesmas cidades não sejam invadidas pelas águas, assoreamento dos leitos dos rios, destruição das margens e construções irregulares em áreas alagadiças.

Se continuar chovendo a tendência é que tenhamos mais e mais desabrigados, com aumento das regiões alagadas, sem nenhuma solução em curto prazo para o problema das cheias.

Os desabrigados de hoje são os mesmos do ano passado, os quais estavam vivendo nas mesmas regiões atingidas, sendo que possivelmente no inverno de 2018 tudo se repetirá.

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