Segunda-Feira, 18 de Dezembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Saúde em frangalhos
A simples informação de que as emergências dos hospitais estão lotadas já serviria para dizer que nosso sistema de saúde está falido, com centenas de pessoas aguardando atendimento nos corredores.

Mas quando é preciso de um atendimento de urgência envolvendo quem conhecemos é que a realidade aparece diante dos nossos olhos, com espaços reduzidos, uma enorme fila de espera e poucos funcionários.

Ser assaltado já é ruim, perder os bens materiais, os quais custam muito tempo de trabalho em poucos segundos, mas, além disso, a pessoa ser agredida covardemente por não entender o que o bandido falou é pior ainda.

Depois da agressão com um corte no supercílio, resultado de uma coronhada, sendo levada à emergência de um posto médico, chegar lá e não ter o mínimo de condições, esperando por horas por um atendimento.

Então ser ouvida por um médico, que, sem nenhum exame, constata estar tudo bem, permanecer com sangue ressecado no rosto, por falta de material para limpeza do local do ferimento, após toda essa espera e finalmente ser liberada, ter que ir ao Pronto Socorro fazer a sutura, pois onde estava não realizam tal procedimento.

Nova espera, mais algumas horas e após novo atendimento, sutura com dois pontos e liberação, sem nenhum medicamento ou prescrição do que fazer em caso de dor.

Assim foi uma noite da semana passada, quando ajudei a pessoa que conheço, indo no posto da Cruzeiro, onde foi deixada por terceiros e acompanhar toda essa maratona para resolver uma agressão num assalto.

Chegando o frio intenso, imagino o sofrimento daqueles que precisam de atendimento para doenças respiratórias, como as crianças que choravam e tossiam, enquanto mães aflitas nada podiam fazer, esperando o atendimento.

Tristeza de saber que centenas de pessoas viajam para Porto Alegre em busca do apoio médico, pois não há hospitais no interior para atender a demanda de doenças que aumenta no inverno gaúcho, resultado de um sistema de saúde que não tem investimentos.

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