Segunda-Feira, 18 de Dezembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Quando acaba uma vida?

Somos passageiros neste pequeno planeta que fica orbitando ao redor do Sol, numa viagem que não tem uma duração definida, vamos num trem desgovernado rumo ao final do caminho, que nunca saberemos onde fica, pois cada um tem seu ponto de chegada e partida.

Podemos vir ao mundo abrir os olhos e, logo em seguida, deixar a viagem, sobrando apenas a recordação com a saudade dos familiares que perdem um pequeno ser, o qual parte, normalmente, num caixãozinho branco.

Ou viemos e passamos algumas estações, chegando à idade da infância ou adolescência, sendo um momento de partida muito sentido, pois a lógica é os filhos enterrarem os pais, acontecendo o contrário parece que a ordem da vida foi invertida e o sofrimento de quem fica é enorme.
Quem sabe atinjamos a idade adulta, talvez constituindo família, mas deixando algumas marcas nas vidas daqueles que vamos amar, convivendo os bons e maus momentos.

No entanto todos sonhamos em viver e conseguir atingir a velhice, ter filhos, netos, talvez bisnetos, passar por tantas estações, viver inúmeras emoções e amar tantas pessoas, as quais ficarão marcadas por nossa existência, deixar um legado familiar e de história para ser lembrado pelas futuras gerações.

Não existe um padrão de passagem pelo nosso pequeno planeta, todos sabemos que um dia nascemos, vivemos o agora, mas o próximo segundo pode não acontecer, não temos controle sobre nossa viagem, o condutor não nos passa informações, somos convidados a seguir em frente.
Portanto vamos viver intensamente cada momento alegre, cada segundo ao lado de quem amamos, sorrir pelas coisas mais simples, aceitar nossas deficiências e valorizar as pessoas que nos amam.

Acredito que o Pastor Ari Pfluck fez isso, viveu intensamente seus 85 anos, saído do interior de Lajeado, chegando a Alvorada, constituindo uma família com dona Gerda, criando cinco filhos, que lhe deram 11 netos e já com uma bisneta, construindo um legado educacional com a Faculdade São Marcos e outro religioso pela sua atuação junto à comunidade luterana.

Pena sua viagem ter chegado ao fim, mas é o destino de todos nós!

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