Segunda-Feira, 18 de Dezembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Parcelado ou atrasado?

A vida não tem sido fácil para os funcionários públicos do Executivo do Rio Grande do Sul, os quais têm recebido seus salários de forma parcelada ou atrasada, contrariando o que está escrito na Constituição Estadual, que determina que o governo estadual deva pagar os salários no último dia útil do mês trabalhado.

O parcelamento depende da vontade dos componentes do governo, que anunciam as migalhas que serão pagas no último dia útil, sendo que já chegamos ao 21º mês com esta prática, iniciada em 2015, logo que o atual governo assumiu.

A alegada falta de recursos para fazer frente à folha salarial não é explicada, sendo um discurso repetido enquanto milhares de famílias precisam fazer empréstimos junto ao Banrisul para receberem seus salários de foram integra, ou seja, pagam para receber o que tem direito.

Neste mês mudou, teremos atraso salarial para aqueles que recebem mais de mil e quinhentos reais, com previsão de pagamentos quase chegando ao final de outubro, configurando mais uma ilegalidade praticada contra os servidores estaduais do Executivo.

Nos demais poderes, Legislativo e Judiciário, nada foi alterado, com pagamentos em dia e sem parcelamentos, criando, desta forma, castas dentro do funcionalismo, pois os maiores salários encontram-se nestes poderes, numa situação de descontrole de quem deveria controlar as contas públicas.

Além do parcelamento ou do atraso anunciado o governo acena com um projeto para ressarcir os funcionários pelos atrasos salariais, com valores corrigidos pelos juros da poupança, algo em torno de 6% ao ano, enquanto que aqueles que apenas adiantaram seus salários no Banrisul pagaram 1% ao mês, fora os juros de cheque especial, em torno de 300% ao ano ou dos cartões de crédito, com juros de 600% ao ano.

Só a análise dos juros mostra as perdas que milhares de servidores tiveram nestes quase dois anos de parcelamentos, além de todos os problemas decorrentes de atraso de pagamento de contas e negativação no sistema financeiro, decorrente dos atrasos, com danos morais e psicológicos que nenhum valor pago vai reparar.

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