Quarta-Feira, 22 de Novembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Pobre Estado Pobre

Nosso Estado está acabado economicamente devido a enormes erros ocorridos há muitas décadas, com sucessivas administrações estaduais, sempre tentando resolver o problema do momento e sem nenhuma visão de futuro, com decisões tomadas conforme os interesses dos grupos que estão no poder.

Não temos indústrias instaladas para transformar nossas matérias primas em produtos para serem consumidos aqui mesmo e gerando receitas para o Estado, porém vivemos economicamente como estávamos a dois séculos, vendendo produtos agrícolas e da pecuária. Somos fornecedores de matéria prima para as indústrias internacionais, sem termos o retorno financeiro para os produtores, pois como são commodities, a maioria dos impostos é direcionada para o governo federal, sobrando migalhas para as administrações das cidades gaúchas.

Nossos governos não se preocuparam em trazer indústrias compatíveis com nossa produção agropecuária, nem aproveitando nosso potencial carbonífero e outros setores produtivos de nossas cidades para fazer crescer a economia rio-grandense.

As vendas de nosso patrimônio público por diferentes administrações não resolveram os enormes rombos nas contas públicas, foram apenas manobras fiscais para cobrir a falta de competência em gerir a coisa pública. As renegociações de dívidas com a União geraram mais dívida para o Estado, com juros abusivos aplicados sobre o valor devido, numa bola de neve que nunca acaba e cresce a cada ano.

Agora o atual governo estadual está realizando diversas manobras, acabando com fundações e empresas públicas, com alterações legislativas para retirar mais dinheiro de depósitos judiciais e em contratos com a União, além da tentativa de extinção de outros órgãos públicos.

Tudo que está sendo realizado vai resolver o problema neste ano e nos próximos, mas logo ali, novamente vai estourar a dívida, com diminuição da economia e fechamento das poucas indústrias gaúchas, sem perspectiva de melhorar, pois nossos administradores trabalham de maneira amadora.

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