Quarta-Feira, 22 de Novembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


O gato e a revolução

Mergulhar nos livros é muito bom e com a Feira do Livro de Porto Alegre isto é mais prazeroso, pois consigo ver a enorme diversidade de temas e observar as capas, além de aproveitar para pegar um autógrafo com algum amigo escritor.

A reedição do livro O gato e a revolução, do amigo Alcy Cheuiche, 50 anos depois de seu lançamento, em 1967, quando aconteceram atos de censura ao conteúdo do livro e a destruição dos exemplares por agentes da Polícia Federal, demonstra a ameaça que a literatura representa contra os governos impopulares, conforme disse ao autografar para mim.

Alcy teve sua criação destruída, saiu do Brasil, permaneceu em silêncio, por ter escrito um livro que relatava o que acontecia no Brasil, mais precisamente em Porto Alegre, que descontentou o regime que dominava nosso país;

Atualmente vivemos momentos com muita semelhança àqueles dias, com um governo impopular e que alguns setores denominam de golpista, enquanto outros defendem, havendo assim acirramento da disputa entre esquerda e direita.

Tivemos em 1967, um governo que legislava em causa própria, controlando os políticos, que votavam o que era determinado, enquanto que os atuais são comprados para votar projetos de conteúdo duvidoso, sem discussão com a sociedade, mas de interesse do governo.

50 anos atrás tínhamos um presidente sem votação popular, agora temos um votado, mas que não consegue ser popular, antes roubaram a liberdade de políticos, intelectuais e jornalistas, que ousassem dizer não ao que estava ocorrendo no país, agora compram o apoio destes mesmos grupos para que concordem com o governo.

A intolerância daqueles dias ainda vive em muitas mentes, sendo proibidas muitas expressões e pensamentos que discordem daquilo que é determinado como correto pelos governantes, havendo ainda censura e cerceamento da liberdade de expressão.

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