Terça-Feira, 20 de Fevereiro de 2018 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


24 de janeiro de 2018

Nessa quarta o Brasil parou para acompanhar o julgamento, em segunda instância do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, que aconteceu em Porto Alegre, com transmissão ao vivo para que todos pudessem acompanhar os votos dos desembargadores do Tribunal Regional Federal.
Desde segunda Porto Alegre foi invadida por apoiadores de Lula e por grupos contrários ao ex-presidente, com diversas manifestações e eventos para defender ou atacar Lula, inclusive com a presença dele em alguns.

Tivemos de um lado marchas com bandeiras vermelhas e de outro concentrações de bandeiras amarelas, como se houvesse dois times disputando uma partida decisiva, com seus torcedores portando bandeiras e vestindo as camisetas de seu time.

Chegamos ao grande dia, histórico para o Brasil, onde um ex-presidente seria julgado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, depois de passar por uma condenação na primeira instância, recorreu e procurava uma absolvição, alegando falta de provas e prescrição dos crimes.
O julgamento durou o dia todo, com a análise criteriosa de cada um dos que votaram, primeiramente desqualificando as alegações da defesa, rebatendo cada uma, depois apresentando as provas da prática dos crimes de Lula e dos outros réus do processo.

Foi um dia tenso, havendo preocupação com a segurança do entorno do Tribunal, com risco de confronto entre os grupos adversários, mas que, felizmente não aconteceu, havendo algumas manifestações pequenas em pontos da cidade.

No final houve uma votação de 3 a 0, condenando o ex-presidente Lula a 12 anos e um mês de prisão, em regime fechado, por corrupção e lavagem de dinheiro, cabendo ainda alguns recursos, mas que, em tese, não alterariam a decisão do Tribunal.

Agora passado o dia histórico ficamos com a imagem de que algo mudou no Brasil, pois um ex-presidente foi condenado pelo Judiciário, permitindo imaginar que temos solução, que os poderosos não são impunes, que a lei, talvez, funcione em nosso país, não sendo apenas um fato isolado.

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