Quinta-Feira, 30 de Março de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Somos uma sociedade democrática, pluralista e pacífica. Nada disso, temos dentro da sociedade pessoas democráticas, pluralistas e pacíficas, mas a maioria tende a pensar no individual, resolvendo as coisas de maneira violenta, seja pelo ato físico ou pela verbalização da vontade de matar.
Vivemos um momento sangrento, cada dia acontecem crimes violentos que assustam pela gratuidade da morte, qualquer motivo serve para a extirpação da vida do outro, são casos de ciúmes, vinganças, descontentamentos com a reação da outra pessoa, que faz o que não queríamos que fizesse.
Apertar um gatilho, usar uma faca, atropelar alguém, bater até ver o outro deixar de respirar, estrangular, são maneiras corriqueiras de tirar a vida e depois, não contentes, muitos assassinos recortam os corpos, queimam ou jogam em algum buraco, há casos em que se entregaram partes para os animais comerem.
Realmente somos sádicos com a morte, o ser humano tem um requinte impar em crueldade, tanto contra crianças indefesas, como adultos, idosos, desde que fragilizados ou inocentes, muitos são os artifícios para atrair a quem se quer matar.
Muitas mortes não são planejadas, acontecem pelo calor da discussão entre envolvidos em acidentes de trânsito, brigas domésticas que resultam em ofensas e terminam com mortes.
Além de tudo isto tem os criminosos que são especialistas em matar, sendo solicitados para resolver pendengas entre desafetos de grupos rivais, tudo ocorre diariamente, mas não enxergamos, somos envolvidos nas nossas vidas cotidianas.
Não se podem esquecer as mortes resultantes da loucura de motoristas que teimam em voar nos carros pelas ruas e estradas, que bebem ou usam outras drogas, que é um capítulo à parte, pois drogados, muitas vezes, matam por não estarem conectados com a realidade, nem sentem o que fazem, apenas tiram a vida de outros.
Apesar de tudo isto ainda temos que viver, seguir em frente, saindo de casa diariamente não sabendo se voltaremos vivos, cada despedida pode ser a última, como aconteceu com os seis taxistas mortos recentemente, saíram para trabalhar e não voltaram para suas casas.
Como diziam os antigos: para morrer basta estar vivo!

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