Terça-Feira, 22 de Agosto de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


O atual modelo de transporte urbano é o individual, ou seja, cada um no seu espaço, com a sua privacidade. Tudo alimentado por uma política de incentivo à aquisição de veículos, com IPI zero, onde o governo abre mão de receber uma das partes dele, para que as montadoras vendam mais, tenham lucro, criando novos empregos e aumentando o fluxo de dinheiro no mercado.
O transporte público, além de caro, está defasado, os veículos estão sucateados e com número insuficiente para a demanda de pessoas. Aliás, o correto seria o transporte de pessoas apenas sentadas, cada uma usando seu cinto de segurança. Animais é que são transportados em pé, sem nenhuma segurança nos caminhões boiadeiros.
Porque os corredores são tão largos nos ônibus urbanos, enquanto que nos de transporte para viagens mais longas o mesmo não ocorre? A resposta: segurança dos passageiros. Mas nosso modelo é assim, viajem para onde quiserem como puderem em bancos de fibra de vidro, sem o mínimo de conforto.
Deixo como sugestão que aqueles que viajam de pé paguem menos, afinal é menos confortável permanecer no corredor de um ônibus, do que sentado. Mas como somos obrigados a viajar para nossos compromissos nos submetemos a toda sorte de imposição do sistema de transporte público.
Mas voltando aos carros, observando as longas filas de veículos nas ruas e vendo cada veículo com seu motorista, acredito que o problema seja de isolamento e egoísmo, cada um preocupado consigo e que o outro cuide de si.
Nossas ruas não comportam mais tantos veículos, foram projetadas para um fluxo e estão suportando bem mais, resultando no desmanche do calçamento, que racha e forma buracos novos a cada dia, com reclamações dos usuários pelas péssimas condições das vias, que são destruídas pelo excesso de veículos que circulam diariamente.
Os ônibus circulam por estas vias esburacadas, transportando mais pessoas do que deveriam, estragando pneus e suspensões resultando em custo para manutenção dos veículos que vem a resultar no aumento do preço das passagens.
Aos prefeitos cabe regular o transporte público que é uma concessão do município, exigindo melhorias para a população, além de cuidar de manter as ruas em boas condições. Mas nada poderão fazer se os cidadãos não cooperarem exigindo, dos que recebem a concessão, a melhoria dos serviços e olharem para o coletivo, em detrimento do individual, usando menos seus carros.

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