Quinta-Feira, 21 de Setembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Ultimamente temos convivido com informações de que, praticantes de crimes, tem sido libertados depois de serem prendidos em flagrante pela Brigada Militar, alguns ficam recolhidos por alguns dias e são postos em liberdade para responder o processo em liberdade.
Mas todo este sistema tem um fundamento legal, que permite aos juízes decidirem por não deixar trancafiados aqueles que são primários, apresentam pouca periculosidade e não demonstram risco à sociedade. Tudo está escrito em alguma legislação.
Muitas vezes alguns procedimentos técnicos, de autoridades ou funcionários, deixam de ser realizados, o que significa que a prisão não tem toda a legalidade que necessita, permitindo que alguns criminosos voltem às ruas, causando indignação pública.
Desconhecer a lei não é demérito de ninguém, mas conhecer e criticar o sistema é pior, pois leis são criadas para tornar igualitário o tratamento de todos, pois quando acontece com o outro, queremos a maior punição, mas quando envolve a nós ou alguém próximo, procuramos as brechas legais para termos a liberdade de volta.
Ser livre é direito do ser humano, responder em liberdade a acusação de prática de um crime também, assim como é dever de todos cumprir a lei, respeitar o direito do outro, isto é o fundamento do estado democrático de direito.
Vivemos numa sociedade democrática, o que significa termos que conviver com algumas normas que nos desagradem, outras que nos favorecem e algumas que nos tolhem de fazer nossa vontade.
Portanto, sempre que chegar até nós uma notícia de que alguém foi preso e liberado, devemos analisar com calma, pois o distanciamento do todo, deixa-nos propensos a só ver uma parte, que pode não ser a verdadeira face do que aconteceu.

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