Sexta-Feira, 26 de Maio de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Observando o cotidiano de nossa vida notei que somos mal educados, não respeitamos o outro, nem nos preocupamos com as necessidades dos que nos rodeiam. O egoísmo é demais, cada um pensando em resolver suas dificuldades e procurar o conforto.
Falo isto, pois ao ver um idoso em pé no corredor de um ônibus lotado, ninguém levanta para ceder o lugar, mulheres grávidas têm mais sorte, às vezes, repito, às vezes, algum mais despreocupado consigo, cede um assento.
No trânsito então, caso raro são veículos pararem quando chegam próximos às faixas de segurança, mesmo que os pedestres estejam atravessando, muitos até aceleram ou buzinam para quem está atravessando no local correto. Não podemos esquecer que alguns pedestres não sabem que aquelas faixas pintadas no asfalto servem para que eles atravessem com segurança, preferem cruzar as vias em qualquer lugar.
Nas escolas o relacionamento entre professores e alunos, muitas vezes, há uma relação de desrespeito, falta de disciplina, com agressões verbais contra os adultos. Palavrões são corriqueiros nos diálogos entre a comunidade escolar. A rua ensina as expressões, pois muitos pais não têm tempo para cuidar da educação de seus filhos.
Praças e locais públicos parecem que significam: jogue papéis e garrafas no chão, não use as lixeiras. Simplesmente pensamos que os funcionários da limpeza pública têm a obrigação de recolher o que jogamos no chão. Outra imagem comum são animais de estimação deixando seus dejetos, sem que os donos recolham, depois quem caminhar que tome cuidado.
Ver alguém jogar coisas na via pública é algo comum, parece que as ruas têm limpeza automática. Terrenos baldios servem de depósito para móveis velhos, restos de materiais, animais mortos, galhos de árvores, enfim, tudo que não pode ser recolhido pelos caminhões de lixo.
O lixo doméstico é outro problema, não somos acostumados a separar para coleta seletiva. Lixo colocado nas vias, quando chove, vai para os bueiros, entupindo e temos alagamentos.
Arroios e córregos são depósitos de lixo, de toda espécie, impedindo que as águas sigam seu curso normal. Resultado: enchentes.
Mas tenho esperança que se cada um repensar suas atitudes, alterar costumes e lembrar que cada gesto que fazemos tem reflexo na vida da comunidade a que pertencemos. Pais educam filhos, professores ensinam alunos e a sociedade receberá melhores cidadãos.

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