Quinta-Feira, 30 de Março de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Em cada novo protesto surgem novos focos de reivindicações, primeiro foram para protestar contra o aumento das passagens de ônibus, com alguns pequenos atos de vandalismo em Porto Alegre.
Depois outras cidades do Brasil vieram a criar novos eventos para gritar contra o aumento das passagens de ônibus, levando milhares de pessoas para as ruas, com mais atos de vandalismo, com ação das polícias para proteger os prédios públicos.
Com a Copa das Confederações, o povo descobriu que gastamos bilhões na construção de estádios de futebol, resolvendo protestar contra isto, com foco no resgate de saúde, segurança e educação de qualidade, ou seja, hospitais melhores, escolas eficientes e polícia cidadã.
Agora chegamos a um momento de extrema tensão entre os manifestantes e os órgãos policiais, pois vândalos, travestidos como manifestantes, enfrentam as polícias, depredam prédios, queimam veículos e outros objetos.
Batalha campal nas ruas de nossas cidades, cenas chocantes que não representam o protesto legítimo, mas a baderna de grupos que querem o caos, retirando a legitimidade dos manifestantes, confundindo a opinião pública.
A falta de lideranças claras e motivos específicos fazem com que os protestos tenham focos diversos, cada um protesta contra o que entende numa confusão generalizada, com uma maioria séria buscando melhorar as coisas.
Toda esta onda está assustando a sociedade, não estamos acostumados a ver atos de vandalismo, os governantes estão tentando o diálogo, mas como não há líderes, a espontaneidade dos protestos, cria um vácuo na relação entre Estado e movimentos sociais.
Temos que esperar que toda esta onda não descambe para o descontrole, com a quebra de todas as regras do convívio social, com as instituições públicas tentando controlar uma onda gigantesca de protestos.
Cabe aos líderes e gestores públicos encontrar um espaço para o consenso, a solução dos problemas da sociedade e permitir que os protestos continuem pacificamente, como exemplo de um momento novo na democracia brasileira.
Ao povo resta encontrar o nível certo de protestar, o limite entre a ordem e a baderna é muito tênue, um ato isolado pode estragar uma ação legitima de milhares de pessoas.
Mais de 300 mil pessoas não podem estar erradas. Estão erradas as minorias que se infiltram e passam a denegrir a legitimidade das demandas sociais.

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