Terça-Feira, 26 de Setembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


A polícia militar tem uma atividade específica, determinada constitucionalmente: manter a ordem pública, através do policiamento ostensivo nas ruas das cidades.
Parece a quem observa uma atividade simples. Basta andar nas ruas impedindo que ocorram alterações na ordem social, evitando os conflitos entre os cidadãos.
No seu trabalho a polícia imagina que sua atividade será entendida por todos, sem contestação, afinal as pessoas ordeiras apoiarão suas ações contra os desordeiros. A polícia é o ente público que pode evitar o caos social, protegendo os patrimônios, públicos ou privados, dialogando com todos os envolvidos, estabelecendo a harmonia na comunidade.
Chegamos aos dias atuais, com os indivíduos atingindo a plena consciência social, com a população clamando nas ruas por mudanças, pedindo melhores serviços públicos, além de alterações no regramento legal, entre diversas demandas, inclusive a vontade de que governos mudem suas atitudes.
Neste contexto, estão envolvidas pessoas preocupadas em alterar as coisas de forma pacífica, ordeira, manifestando suas idéias em passeatas pelas ruas, mostrando o desejo da maioria da população. Também aparecem radicais que se misturam aos primeiros, querendo retirar do poder os governantes legitimamente escolhidos, através do voto popular.
Um terceiro grupo, composto por vândalos e criminosos, aproveitando-se das manifestações, espalha a depredação e destruição de patrimônios, tanto públicos, como privados, invadindo comércios, saqueando e roubando, além de incendiar veículos, sem nenhuma preocupação com a mudança da sociedade.
Este grupo é minoritário, mas certamente é o que mais causa a desordem social dentro de democracia em que vivemos, enquanto a maioria cumpre a cidadania de forma pacífica, com total apoio da polícia nos trajetos das manifestações.
Quando entram em cena os criminosos, que trazem suas armas: paus, ferros e bombas caseiras, cabe à polícia reagir, de forma técnica e legal, dispersando os grupos violentos, protegendo a sociedade, retirando das ruas os criminosos, restabelecendo a ordem pública, conforme preconizado constitucionalmente, cumprindo seu papel dentro da sociedade.

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