Terça-Feira, 25 de Abril de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Não sou economista, mas depois de ouvir e ver tantas manifestações por 20 centavos passei a ter interesse pela matemática no transporte público. São 40 centavos por dia, ida e volta, os quais resultam em 104 reais no fim do mês, trabalhando seis dias por semana. No ano o trabalhador terá economizado 1248 reais. Uma boa economia.
Depois fiz uma pequena conta: se cada brasileiro pagar um real por dia de imposto, ao final do mês serão 200 milhões de reais nas contas dos governos. Assim num ano serão arrecadados 2 bilhões e quatrocentos milhões. Lógico que pagamos muito mais do que um real por dia de impostos.
Quando os governos arrecadam por dia? Por mês? Não sabemos e nem onde é gasto todo este dinheiro, não temos um controle eficiente, sentimos apenas que nosso salário sempre acaba antes de acabar o mês.
Mas o que regula o mercado, tanto o físico ou o virtual, onde se compra e se vende as coisas, qual o valor real de cada objeto ou serviço? Tudo é muito subjetivo, o que é caro hoje, pode não valer pouco daqui a algum tempo.
Somos regulados pelas variações do câmbio do dólar. O mais difícil de entender: se o dólar sobe, os preços aumentam e se o dólar desce, incrível, os preços aumentam também. Qual a lógica desta situação?
No cotidiano temos uma política de juros estranha. Se colocamos o dinheiro na poupança, rendimentos de 0,40% ao mês. Quando vamos usar o cartão de crédito, 12% ao mês, no cheque especial, 6% ao mês, num empréstimo, 5% ao mês. Estou usando valores aproximados, pois cada empresa tem juros para mais ou para menos. Traduzindo o que guardamos e emprestamos para o banco, não rende nada, o que precisamos tem alto valor comercial para quem nos empresta. Quem? O mesmo banco.
Seguindo na mesma caminhada, uma empresa coloca na etiqueta de uma roupa, por exemplo: R$ 29,99 e pagamos 30 reais, perdemos um centavo. Bobagem é só um centavo, mas que multiplicado pelo número de compras realizadas, se forem mil no mês, teremos 10 reais. Além do lucro já colocado no preço final do produto. Sem esquecer do R$0,01 que aparece na nossa conta telefônica e não reclamamos.
Bem, são tantas constatações do que perdemos de nosso dinheiro, diariamente, que se não ficarmos atentos às pequenas perdas, que parecem insignificantes, os governos, empresas e bancos continuarão lucrando e nós, o povo, perdendo.

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